domingo, 14 de outubro de 2012

APARELHO DIGESTIVO E AS EMOÇÕES HUMANAS


O FÍGADO


FÍGADO - Onde nasce o verdadeiro equilíbrio emocional

Na visão da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), o fígado, do ponto de vista energético, está estreitamente envolvido com a vesícula biliar (postura e decisões), mas também com os olhos (sentido da visão), ombros, joelhos e tendões (flexibilidade), unhas, seios e todo o aparelho reprodutor feminino.

Na MTC se diz que o fígado é o órgão mais importante para a mulher, assim como o rim o é para o homem. Praticamente, todo o sistema reprodutor feminino é regido pelo fígado, responsável por alterações no ciclo menstrual, presença de cistos de ovário, miomas uterinos, corrimentos ou pruridos vaginais, alterações da libido como frigidez e impotência. O fígado é responsável por manter o livre fluxo da energia total do corpo.
Como o movimento do sangue segue o movimento da energia, dizemos que o fígado direciona a circulação do sangue e regula também o ciclo menstrual.
Mas seu papel mais importante, é sem dúvida, sobre o equilíbrio emocional. É o livre fluir da energia do fígado que vai nos permitir responder vitoriosamente aos desafios da vida, aos estímulos emocionais e afetivos, 24 horas por dia, cada segundo de nossa vida, sem parar.
Daí começa a responsabilidade e respeito que devemos ter pelo nosso fígado e sistema hepático. E já podemos deduzir sobre o desgaste intenso ao qual este sistema é submetido no cotidiano da vida moderna.
Pouco se sabe sobre sua importância e como auxiliar, ser cúmplice, do fígado nesta missão existencial: equilíbrio emocional e afetivo. Visão, flexibilidade, postura e decisões.
Pelo contrário, só pela má alimentação e sedentarismo, a cultura ocidental faz de tudo para fragilizar o sistema hepático. Os maus hábitos alimentares e de vida levam ao seu desequilíbrio funcional, que leva ao desequilíbrio emocional, que desencadeia, ainda mais, maus hábitos alimentares e de vida. Este desequilíbrio energético pode se manifestar de várias formas. Dependendo da sua localização: insônia, enxaqueca, hipertensão, problemas digestivos, TPM, etc.
Os problemas ligados ao fígado podem ser por falta ou por excesso de energia circulante. Um bom exemplo de excesso é a raiva, mais exatamente a raiva reprimida e, num quadro de vazio energético, temos a procrastinação e o medo paralisante, ou síndrome de pânico.
A estagnação do fluxo de energia do fígado frequentemente desequilibra o emocional, produzindo sentimentos de frustração e ira. Essas mesmas emoções podem levar a uma disfunção no fígado, resultando em um ciclo interminável de causa e efeito. Como todas as emoções, boas ou más, passam pelo fígado, não devemos reprimi-las infinitamente.
A repressão das emoções provoca um bloqueio da energia que leva ao excesso de calor no fígado. Cabe uma distinção entre sentimento e emoção. Os sentimentos, geralmente, fortalecem os órgãos e servem como mecanismos de defesa para o organismo. Certa irritação que nos leva a reagir diante de um ataque ou quando nos sentimos lesados, é diferente da raiva que é cega e destrutiva. Os olhos são a manifestação externa do fígado. Em outras palavras, o fígado rege o sentido da visão. Assim, patologias da visão irão sinalizar alguma alteração no fígado.
As mais comuns são: conjuntivites, olhos vermelhos sem processo inflamatório, coceiras, “vista” seca, visão fraca, embaçada ou borrada, terçol, pontos brilhantes que aparecem no campo visual, e outros.
A lágrima é a secreção interna que ajuda a aliviar o fígado.
Cuidado com olhos secos. Daí vem a importância do exercício de “piscar os olhos” (sempre – não esquecer) e de não reprimir o choro, embora nem sempre seja conveniente socialmente. Mas, acredite conter o choro faz mal à saúde. Ah! Uma forma divertida de chorar / lacrimejar é deixando o riso fluir, acontecer no seu dia-a-dia, na sua vida.
As unhas são outra manifestação externa das condições do fígado, e as suas deformidades ou a presença de micose sugerem algum comprometimento do fígado, ou desequilíbrio prolongado da sua energia.
O fígado rege as articulações do ombro e joelhos, e também os tendões de modo geral. Assim sendo, as bursites e dores nos joelhos, sem causa aparente, são sinais de comprometimento da energia do fígado.
As tendinites e os estiramentos frequentes também estão neste quadro.
Todo órgão está associado a uma víscera que, no caso do fígado, é a vesícula biliar. Resumidamente, a vesícula atua mantendo o equilíbrio postural. Todos os quadros de tonturas, vertigens, labirintites estão ligados a ela. Rege a articulação tempero mandibular (ATM). Todas as tensões que ficam retidas no fígado podem ser descarregadas nesta região e produzir o bruxismo, que é um quadro de ranger os dentes, que se manifesta mais frequentemente durante o sono. Metafisicamente a vesícula biliar comanda a capacidade de tomarmos decisões assertivas. Uma vesícula desequilibrada se manifestará na forma de indecisões, ou mesmo desorientações, perda de rumo. E, para resumir e partir o mais rápido para a ação de cumplicidade “de bem com o fígado”, é recomendável:
- desintoxicar-se diariamente com o aumento do consumo dos alimentos de origem vegetal, maduros, crus, idealmente orgânicos e integrais;
- desintoxicar-se diariamente praticando a terapia do riso, as brincadeiras, as artes, o lazer;
- praticar atividade física moderada diariamente. (As pessoas não têm noção de como este hábito é vital para o livre fluxo de energia do fígado);
- os sabores ácido e amargo, assim como os alimentos de cor verde, são os maiores aliados do fígado. Entretanto, na primavera, evite exagerar nos sabores ácidos e picantes.
- evitar intoxicar-se com alimentos muito gordurosos (tanto pela qualidade, gordura animal e óleos refinados, como pela quantidade, frituras, açúcar, café, álcool, substâncias químicas diversas que afetam o humor; etc.)
- evitar vida sedentária e estressante, o mau humor, ilusões e grandes expectativas.

Autoria: Ernani Franklin
Via: zhenjiu


ESTÔMAGO
APARELHO DIGESTIVO
Aceito ou rejeito? Prendo ou solto?
 


Compreende o tubo gastrintestinal e seus órgãos acessórios: língua, dentes, glândulas salivares, vesícula biliar. O tubo gastrintestinal é um tubo que se estende dos lábios ao ânus, sendo que cada parte que o forma, é chamado por um nome distinto, como, boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, cada parte contribuindo distintamente para uma finalidade comum, ou seja, a transformação dos alimentos em substâncias que possam ser aproveitadas pelas células do organismo.

As causas não físicas dos males do estômago estão vinculadas a um sentimento de rejeição oriundo da dificuldade em “digerir” novas situações, pessoas e circunstâncias que são vistos e entendidos como ameaçadores ou que promovem a necessidade de adequação, aceitação, libertação e solução.

A possessividade e a raiva podem gerar dificuldades digestivas; o pavor e o medo podem gerar náuseas e vômitos. O vômito é, na verdade, o ponto culminante da rejeição.
Entretanto, diz o Dr. Luiz F. Figueiredo, “considerando a gravidez, onde os enjoos e vômitos são frequentes, essa rejeição deve ser mais bem analisada, pois comumente as pessoas enquadram os vômitos e náuseas como fatores da rejeição ao bebê exclusivamente. E não é bem assim. Excetuando as causas palpáveis que englobam uma série de modificações no organismo em virtude da gravidez e considerando as causas metafísicas, a rejeição pode estar associada a diversos fatores, tais como:

a) Rejeição ao sêmen, proveniente de dificuldades no relacionamento entre o casal, momentos de crise impróprios para a gestação. Uniões estabelecidas sem a participação amoroso-afetiva e também fatores mais contundentes quando a gravidez é decorrente de atos de violência.

b) Rejeição à função. Revelando que este sintoma é decorrente do medo dos encargos da maternidade. O medo de não conseguir dar cumprimento as obrigações de “futura mamãe”, o receio da responsabilidade que o ato de ser mãe encerra, receio de não atingir às expectativas dos familiares, entre outros anseios. ”

As náuseas e vômitos estão comumente ligados a presença de fatores ou situações inusitadas que rejeitamos, encargos que não suportamos, pois no sentido vulgar, tudo aquilo que se nos apresenta como novo, tudo o que não dominamos, e que nos ameaça, “mexe e revira” o nosso estômago.


Os Drs. Thorwald e Rudiger esclarecem: “o estômago recebe todas as impressões que provêm de fora e que deve digerir."
A capacidade de receber implica em estar aberto, exige passividade e propensão no sentido de uma capacidade de entrega. Com essas características, o estômago representa à polaridade feminina.
Ao lado da capacidade de recepção, o estômago cumpre outra função que devemos atribuir à polaridade masculina: a produção e distribuição do suco gástrico (ácido). Os ácidos atacam: ardem, corroem, são visivelmente agressivos.

O estômago reage com um aumento do seu teor de acidez produzindo sucos corrosivos no nível físico numa tentativa de digerir e de lidar com sentimentos que simplesmente não são materiais - um empreendimento difícil, que provoca vários arrotos e sensação de uma pressão ascendente cuja função é nos lembrar que é preferível não engolir os sentimentos, poupando ao estômago a tarefa de digeri-los. Em outras palavras, o ácido sobe porque precisa ser expresso. É aí que o paciente tem problemas estomacais. Falta-lhe a capacidade para lidar com os seus aborrecimentos e com a sua agressividade de forma consciente, resolvendo seus problemas através de um senso de responsabilidade pessoal.

O indivíduo que sofre do estômago deixa totalmente de demonstrar sua agressividade (engolindo tudo) ou exagera na agressividade - embora ambos os extremos não o ajudem a resolver de fato os problemas, pois ele carece de uma base segura de autoconfiança e da sensação fundamental de proteção para confrontar com independência os obstáculos. É alguém que não quer se permitir ter conflitos. Sente saudade da infância livre de atritos, embora não tenha consciência do fato. Em síntese, a tendência básica de dirigir os nossos sentimentos, as nossas paixões para dentro, em vez de para fora, provoca com o tempo a formação de úlceras gástricas (elas não são de fato excrescências ou tumores, mas perfurações na parede do estômago). Nesse caso, o estômago não digere algo que provém do exterior, mas sua própria parede!

A pessoa está digerindo a si mesma.


Fonte: Cure seu Corpo
Postado por CROMO CAIO


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

2013 - CURSOS DE ASTROLOGIA E ASTROCÁRMICA

ASTROLOGIA PARA INICIANTES 
INTENSIVÃO DE VERÃO 2013 em JOÃO PESSOA
                                                 INSCRIÇÕES ABERTAS

                          14 h DE AULAS distribuídas em 2 finais de semana:

- sábado 26/01/13 das 14 às 17h30 h e domingo 27/01/13 das 09 às 12h30
- sábado 02/02/13 das 14 às 17h30 e domingo 03/02/13 das 09 às 12h30

Fornecendo as bases necessárias para prosseguir com a turma do curso regular, que retomará suas aulas no mês seguinte, em março (se for do interesse do aluno).

Investimento: R$ 200,00

OBS: no ato da inscrição (até o final deste ano) favor fornecer nome e celular, além da data, horário e local de nascimento, para elaboração antecipada do gráfico do mapa astral individual, por onde cada aluno, personalizará seu próprio aprendizado


 PROGRAMAÇÃO 2013 PARA O CURSO REGULAR DE ASTROCÁRMICA (JP)

Comunicamos que o Curso Regular de Astrologia, para a próxima Temporada 2013, passará a ser desenvolvido em apenas 1 módulo mensal, nas manhãs de um sábado e de um domingo preestabelecidos, durante os 8 meses de curso.   

        > HORÁRIO : de 9 h às 12h30 
        > INVESTIMENTO MENSAL : R$ 90,00

DATAS E PREVISÃO DE MATÉRIA, PARA O PRIMEIRO SEMESTRE

MARÇO      – sábado 9/3 – Sol e Leão no primeiro quadrante (tradicional)
- domingo 10/3 – Implicações cármicas do Sol no primeiro quadrante

ABRIL        – sábado 13/4 – Sol e Leão no segundo quadrante (tradicional)
- domingo 14/4 – Implicações cármicas do Sol no segundo quadrante

MAIO         – sábado 18/5 – Sol e Leão no terceiro quadrante (tradicional)
- domingo 19/5 – Implicações cármicas do Sol no terceiro quadrante

JUNHO      -  sábado 15/6 – Sol e Leão no quarto quadrante (tradicional)
- domingo 16/6 – Implicações cármicas do Sol no quarto quadrante

 PS: Como nossos encontros, além de teóricos, são também vivenciados de forma terapêutica grupal, não tenho condições de fixar e manter uma cadência regular nas aulas, nem garantir o cumprimento da totalidade das pautas propostas acima, neste prazo.
No final do mês de Junho, estabeleceremos a nova programação, para o segundo semestre, a partir do ponto que conseguiremos atingir.

Obrigada.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

GLÂNDULA TIREÓIDE - Cromo Caio


Liberdade de ser como você é.


O que é?
É uma glândula responsável pelo bom funcionamento do organismo. Produz hormônios como T3 (Triiodotironina) e o T4 (Tiroxina) que são liberados para manter o equilíbrio do organismo. Está presente tanto no sexo masculino quanto no sexo feminino. Está localizada no pescoço, tem o formato de uma borboleta e pode chegar a pesar 25 gramas. É um órgão pequeno de aproximadamente 5 cm de diâmetro e que possui um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes tendo muita influência na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração, no humor e no controle emocional.A tireóide é composta de dois lobos e está localizada junto à laringe, na região do pescoço. Ela exerce importante atividade reguladora do organismo. Variações mínimas na produção dos hormônios tireóideos resultarão em significativas alterações no consumo de oxigênio, no metabolismo do colesterol e nas funções cerebrais, cardíacas e dos vasos sanguíneos. Eles regulam o metabolismo estimulando a síntese da proteína, aumentam a queima das gorduras, a excreção do colesterol e o uso da glicose para a produção de energia por parte das células do corpo. Em combinação com outras substâncias, esses hormônios aceleram o crescimento corporal, em especial o crescimento do tecido nervoso. Também regulam a atividade do sistema nervoso.A tireóide está em constante estado de adaptação às condições fisiológicas. Sob certas circunstâncias, como ambientes frios, altas altitudes, gravidez, etc., ocorre o aumento da necessidade energética do corpo; nesses casos, as taxas de hormônios são elevadas, para atender à demanda de energia.Do ponto de vista fisiológico, a tireóide é um dos órgãos mais sensíveis,respondendo a vários estímulos do próprio organismo e também da ambiente.No âmbito metafísico, essa glândula reflete os estímulos emocionais,estabelecendo no corpo uma condição propícia ao estado interior. Ela manifesta a capacidade que temos de mobilizar nossos recursos para alcançar aquilo que almejamos na vida.Ser bem-sucedida no meio em que vivemos é um objetivo comum a todos. Cada um vai traçar sua estratégia para essa finalidade. Isso irá determinar a caminha a seguir.O curso de nossa existência vai se desenrolando naturalmente. À medida que vamos nos envolvendo com as situações corriqueiras e priorizando aquilo que corresponde a nossos interesses, vamos definindo a própria trajetória de vida.Gradativamente, a realidade vai tomando um formato compatível com nossas aspirações.A própria vida se incumbe de nos direcionar para aquilo que nas apraz. Por isso,viver centrada na presente é um caminha para a conquista de novos objetivos. Os elementos necessários para sermos bem-sucedidas estão muito próximos de nós,compondo as situações que nos envolvem. Por isso, para alcançar as realizações e obter sucesso, precisamos nos integrar com o meio em que vivemos.Vale lembrar que as situações cotidianas exigem ames, ma empenha e criatividade que as grandes feitas na vida. Portanto, dedicar-se aos episódios consideradas meramente triviais promove a aprimoramento interior, desenvolvendo a astúcia e a determinação, qualidades imprescindíveis para a realização das grandes feitas. As melhores conquistas são aquelas obtidas por meio da atuação precisa na ambiente.Desse modo, anulamos as confusões existentes e amadurecemos interiormente.Mudar sem conflito requer uma participação ativa na realidade. Não devemos exagerar nas ações, tampouco nos omitir, porque os exageros ocorrem por causa da necessidade de compensar as lacunas afetivas.Ser movido pelos desejos ardentes compromete a fluxo natural da vida. Ambicionar resultadas imediatas é uma das principais causas do fracasso. O princípio básico de qualquer conquista consiste em saber lidar com o elemento tempo. Tudo tem um momento oportuno para acontecer.Precipitar certos acontecimentos poderá comprometer a qualidade da experiência,ou, ainda, implicar a imaturidade para lidar com aquilo que adquirimos, comprometendo nosso bom desempenho na vida. Toda vez que tentamos forçar uma situação,podemos atrapalhar a ordem natural do processo e nas distanciar das reais soluções.Também não devemos resistir ao novo, porque isso implicaria o afastamento daquilo que almejamos.Não há necessidade de romper subitamente com tudo que nas cerca para alcançar aquilo que pretendemos. O radicalismo não é a única maneira de promover mudanças.Ao contrário, ele impede a desenvolvimento de certas habilidades imprescindíveis para fazer bom usa daquilo que alcançamos.O melhor preparo para lidar com as situações existenciais é obtido durante o período de conquista. Pode-se dizer que o tempo necessário para uma pessoa alcançar seus objetivos é relativamente à mesma que ela precisa para responder com maturidade, dominando aquilo que existe ao redor.Há também outro aspecto metafísico relacionado com tireóide: ela representa uma espécie de agente orgânico mediador entre a indivíduo e o ambiente, integrando o mundo interno ao meio externo. O estado emocional desempenha importante papel naquilo que realizamos no meio.O bom humor, por exemplo, proporciona a disposição física necessária para alcançar nossos objetivos. Quanto melhor for nosso estado interior, maior será nosso desempenho no meio exterior, aumentando as chances de sermos bem-sucedidos.Nossas vontades criam os impulsos vitais que acionam as forças interiores,desenvolvendo as aptidões para o sucesso.A astúcia e a determinação são qualidades inerentes ao ser. Imbuídos de um firme propósito, acionamos essas forças interiores para alcançar os objetivos. Enquanto estamos elaborando uma estratégia, simultaneamente vamos nos motivando às ações.Impulsos psíquicos criam forças que percorrem o sistema nervoso, contraindo a musculatura e predispondo o corpo para agir.Em síntese, a astúcia mobiliza as qualidades mentais para criar um plano de ação; já a determinação desperta as condições corporais para executar aquilo que foi programado. Ao assumir um posicionamento na vida e manter-nos firmes naquele propósito, passamos a ter o vigor físico necessário para conquistar os objetivos. Para tanto, é necessário que estejamos em harmonia interior, obtida por meio do equilíbrio entre o que sentimos e o modo como agimos, visto que nossos conflitos nos enfraquecem, sabotando a força realizadora. A aceitação das vontades próprias,pertinentes a nossas aspirações e sentimentos, é fundamentalmente importante para mover os recursos no meio exterior. No entanto, as pessoas que têm vontade, mas não se sentem no direito de ir em busca de seus objetivos frustram-se, sufocando os anseios.A comunicação e a expressão corporal são fatores metafísicos relacionados à glândula tireóide. Expressar-se bem e dedicar-se à realização dos objetivos são atitudes que representam um fator de terminante para a saúde dessa glândula.Para se obter sucesso na vida é preciso reconhecer o campo de atuação e observar os acontecimentos, porque eles enriquecem a experiência pessoal,favorecendo na maneira de proceder na realidade. Saber ouvir é uma qualidade que amplia as chances de sucesso.Geralmente o meio não corresponde de imediato àquilo que pretendemos alcançar.Por isso é necessário abrir-se para receber opiniões; acatar as sugestões dos outros,encontrando um ponto de equilíbrio entre você e o ambiente. Ter bom discernimento entre os próprios anseios e as possibilidades que a vida oferece contribuirá para estabelecer melhores condições existenciais.Por fim, tanto a verbalização e a realização daquilo que sentimos quanto o acatamento dos conteúdos exteriores são fatores metafísicos relacionados com a tireóide.A saúde da tireóide depende de nossa liberdade de ação e da descontração necessária para planejar um meio de executar os objetivos, dando vazão à criatividade e à originalidade. Somente assim podemos alcançar resultados promissores na vida.A liberdade é uma condição interior. Ela não depende exclusivamente dos fatores externos, mas também da capacidade de expor os pontos de vista, realizar aquilo de que temos vontade e usar o direito de escolha, permitindo-nos a qualquer instante mudar o curso de nossa vida em busca de algo melhor. Todos somos livres para escolher aquilo que melhor nos convém. Ninguém tira nossa liberdade, somos nós quenos aprisionamos às pessoas ou situações.É comum ouvir as pessoas dizerem "Isto está me pegando", demonstrando-se preocupadas com algo que não faz par te daquilo que estão vivendo no presente ou naquele instante. Nesse caso, são elas que estão apegadas ao fato ou a alguém.Portanto, nada nem ninguém tem poder suficiente para dominar nossos pensamentos,mantendo-nos ligados a uma situação; somos nós que não conseguimos nos libertar.Podemos ser plenos naquilo que realizamos sem ficardes, viando a atenção para mais nada. Desse modo teremos bom desempenho e alcançaremos melhores resultados.Quando algo não anda bem, é preciso ter o desprendimento necessário para se renovar, experimentar as opções que a vida oferece e determinar novas direções para nossa existência. Para conquistar isso, precisamos abandonar os condicionamentos,ser menos criteriosos e não valorizar tanto aquilo que não deu certo; procurar a todo instante ser quem verdadeiramente somos, e não exatamente aquilo em que nos tomamos, com os papéis sociais que assumimos; resgatar a essência e liberar as vontades, para sair em busca das possibilidades de uma vida melhor.Abandonar os métodos e conceitos adquiridos pode ser um significativo passo para o bem-estar. Também é preciso parar de viver num mundo de sonhos e fantasias,tornando-nos mais atuantes na realidade.Ser livre não significa adotar medidas radicais e inconsequentes. Muitas vezes ficamos tão saturados com as situações que nos rodeiam, que num primeiro momento que remos romper com tudo, achando que somente assim nos libertaremos dos emaranhados.Nem sempre é possível parar de fazer aquilo que está nos incomodando. Nesse caso, é preciso encontrar uma maneira diferente de encarar os obstáculos.Geralmente, o simples fato de mudarmos o foco da situação já é suficiente para amenizar o desconforto causado pelos desafios que a realidade nos impõe.Quando nos obrigamos a praticar o que não temos vontade de fazer, passamos anão gostar daquilo. Mas, se o encaramos como uma ação necessária naquele momento, e não uma tarefa obrigatória, invertemos o sentido. Assim, passamos a aceitar melhor, favorecendo nosso desempenho. Podemos nos sentir totalmente livres,em pleno exercício da atividade do cotidiano e no cumprimento dos compromissos que assumimos na vida, desempenhando nossas funções com prazer e alegria.A falta de liberdade causa-nos grande desconforto. Quando nos sentimos tolhidos,ficamos insatisfeitos com o estilo de vida que não condiz com aquilo que aspiramos.Passamos a nos sentir descontentes, desejamos realizar algo que transcenda aquilo que nos cerca, como, por exemplo, estar em outro lugar, fazendo algum passeio,quando não se pode ausentar do trabalho.Não existe lugar propício para se soltar nem condições ideais para ser espontâneo.Tudo depende de nosso desembaraço diante daquilo que nos cerca. É preciso sentir-se bem com o próprio jeito de ser, não depender somente daquilo que realizamos.Nossa satisfação não deve restringir-se a certas atividades; é necessário manter odesembaraço em tudo que realizamos, para ter prazer naquilo que fazemos.Perdemos a liberdade quando nos apegamos aos outros. Os conceitos e valoresque adotamos ao longo da vida também reprimem nossa espontaneidade e sufocam aoriginalidade.Pela consideração ao outro, muitas vezes desrespeitamos nossas vontades,ultrapassando os limites da dedicação. O empenho na participação das tarefascorriqueiras deixa de ser um gesto de colaboração, passando a se tomar umaobrigação, que é mantida como um fardo. Essa espécie de teias da convivênciarepresenta uma das principais ameaças da liberdade, prejudicando a felicidade.Isso se agrava quando alguém quer se destacar no ambiente, agindo de maneirarude, recriminando os outros, e muitas vezes apela para a estupidez para chamar aatenção. Comportamentos dessa natureza impressionam negativamente a todos que ocercam, criando uma atmosfera de medo. Na tentativa de impor respeito, as pessoasque agem assim acabam criando um clima de terror, dificultando a vida de todos aoseu redor.Existem também as pessoas que dominam fazendo-se de vítimas. Elas mobilizamtodos que estão à sua volta, cobrando atenção e carinho. Dependem dos outros paratudo que fazem, criando assim uma teia de manipulação que, além de comprometersua própria liberdade, também complica o desempenho dos entes queridos.Ambas as formas de domínio são causadas por pessoas carentes, que dependemdo outro para satisfazer suas lacunas afetivas. Buscam obter essa atenção por meio deartimanhas condizentes com sua personalidade. Aqueles que são retraídos, porexemplo, inferiorizam-se com facilidade, apelando para o vitimismo; já os maisexplosivos recorrem aos métodos mais rígidos, como a crítica ou a estupidez.Esses mecanismos usados pelas pessoas manipuladoras prejudicam aconvivência, desgastam o sentimento e com, prometem a liberdade de todos.Apesar de essas influências serem muito fortes, elas não são suficientes para nostolher dentro de casa. O envolvimento afetivo e a falta de habilidade para lidar comesse tipo de situação é que nos tornam vulneráveis a isso tudo, prejudicando nossodesembaraço na intimidade do lar. Pode-se dizer que não são exatamente os outrosque nos atrapalham, mas nós mesmos que não conseguimos superar esse tipo dedificuldade da convivência, prejudicando nossa livre expressão na vida.Para termos bom desempenho diante das pessoas com quem convivemos, é precisonos despojarmos das impressões constrangedoras. Não adianta sermosdesembaraçados fora meios de convivência diária; isso não vai sanar as dificuldadesencontradas com os entes queridos.A conquista da liberdade é obtida por meio da reformulação de algumas crenças evalores que nos fazem sentir presos às obrigações. Um exemplo de reformulação épensar que tudo na vida é uma opção e de alguma maneira escolhemos estar alifazendo aquilo que nos cabe no presente.Imbuídos pelo intuito de ser alguém na vida e obter o reconhecimento dos outros,costumamos sufocar nossa essência. Tornamo-nos dependentes de aprovação daspessoas, principalmente dos familiares. Também os bens materiais passam a ser maisque elementos de conquistas para o usufruto, tornando-se imprescindíveis para a autoestima.A demasiada importância atribuída aos pertences nos torna dependentes eaprisionados ao desejo de conquista; ou, ainda, pode causar medo de perdas, deprejuízos financeiros, comprometendo nosso desembaraço em meio a isso tudo.Deixar de ser materialista não significa total desprezo aos bens, mas simdesapego, gozo do privilégio de usufruir, sem depender de algo físico para sentir-seimportante. A baixa autovalorização nos torna dependentes dos outros, principal, mentedas conquistas materiais. Somente conseguiremos vencer o sentimento deinferioridade quando elevarmos a auto-estima e passarmos a dar mais valor a nósmesmos.Por fim, liberdade não deve ser confundida com libertinagem. Um indivíduo libertinoé desordeiro, não respeita os limites dos outros, quebra a harmonia do ambiente, querfazer aquilo que acha certo, no momento que mais lhe convém. Não assume aresponsabilidade pelos seus atos, é inconsequente e imaturo.A liberdade é uma condição natural do ser. Não significa ter total domínio sobre assituações ou mesmo controlar todos que o cercam, mas sim articular a realidade deforma a encontrar os meios para realizar os objetivos e saciar as vontades.Quando a tireoide não funciona da forma correta, produzindo hormônios demais (hipertireoidismo) ou em quantidades insuficientes (hipotireoidismo) a glândula tem um aumento significativo no seu tamanho e causa um volume na região do pescoço este volume é chamado de bócio.Como são comuns de acontecer em qualquer fase da vida, de acordo com os sinais e sintomas é possível diagnosticar prematuramente e inciar de forma simples os tratamentos para controle.

HIPOTIREOIDISMOÉ um distúrbio, onde a produção de hormônio fica cada vez mais lenta, e a quantidade de hormônio produzida pela glândula da tireóide é insuficiente para a o manter o equilíbrio do organismo. O hipotireoidismo pode ser causado por inúmeras doenças, a mais comum é uma inflamação da tireóide, chamada Tireoidite de Hashimoto, uma doença auto-imune que faz com que o próprio corpo ataque a sua tireóide.São mais comuns em mulheres, mas o hipotireoidismo pode aparecer em qualquer idade e independe de sexo.Com a piora do hipotireoidismo, as pessoas sentem mal estar, geral, os principais sinais e sintomas são:• Depressão• Bradicardia (desaceleração cardíaca)• Constipação• Menstruação irregular• Diminuição da memória• Cansaço excessivo aos mínimos esforços• Dores musculares• Sonolência excessiva• Pele seca• Queda de cabelo• Ganho de peso• Protusão do globo ocular• Aumento do colesterol no sangue• Bócio (na região do pescoço)


Tratamento e PrevençãoPara controle dessa doença existem tratamentos onde é possível manter um equilíbrio da fazendo reposição de hormônio tiroidiano com medicação. Como a glândula não produz mais esse tipo de hormônio, é necessário que o tratamento dure o resto da vida.A não aderência desses tratamentos implica em várias complicações como as doenças endócrinas, infertilidade, câncer de tireóide, tumores, nódulos, doença de Graves, entre outros, por isso é fundamental que exista um acompanhamento assíduo de um especialista.Para prevenir é importante se conhecer, pois os sinais e sintomas aparecem alterando nosso corpo visivelmente.Além dessas complicações, quando não se faz adequadamente a reposição hormonal, tomando toda a medicação, fazendo acompanhamento médico, os sintomas que já citamos acima, podem aparecer novamente. Além disso, o colesterol pode estar elevado, aumentando o risco de obstrução das artérias e de conseqüências como infartos, AVC, entre outros.Todas as complicações citadas acima estão se referindo ao paciente que faz uso inadequado, mas acaba esquecendo de tomar os remédios, ou seja, o hormônio tireoidiano continua em falta no organismo.Quando esse uso inadequado é devido ao uso excessivo dos hormônios, pode causar uma perda de cálcio ósseo aumentando o risco de desencadear fraturas (osteoporose).


HIPERTIREOIDISMOSignifica que a glândula tireóidea está produzindo hormônios em excesso, ou seja os nódulos que excretam os hormônios estão sobrecarregados e muitas vezes acabam inchando, formando o bócio multinodular tóxico.O consumo excessivo de repositores hormonais tireoidianos, que possuem iodo na sua composição, podem provocar alguns sintomas de hipertireoidismo, portanto não é recomendado fazer uso de medicamentos sem orientação médica.Sinais e sintomas:Os principais sintomas são percebidos logo no início, mas como são comuns em outras patologias também, esses sintomas acabam não sendo a principal forma de diagnosticar o hipertireoidismo, mas entre eles estão:• Irritabilidade• Nervosismo• Transpiração excessiva• Pele fina• Cabelos quebradiços e finos• Dores musculares• Ocorre perda de peso significativa (o contrário do hipotireoidismo)• Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos)• Arritmias• Aumento do apetite• Diminuição do fluxo menstrual• Pode acontecer protusão do globo ocular, mas isso ocorre com menor freqüência.• Em gestantes: maior probabilidade de sofrer aborto• Acelera a perda de cálcio dos ossos, como no hipotireoidismo, aumentando o risco de osteoporose e conseqüentemente de fraturas.


Doença de GravesExistem inúmeras complicações, porém a mais comum é a Doença de Graves. Ela é uma doença auto-imune onde o corpo produz anticorpos para inibirem a produção e excreção excessiva e descontrolada, estimulando o crescimento de nódulos tiroidianos e provocando cada vez mais a sua produção. Acontece entre 70 e 80% dos portadores de hipertiroidismo.Essa doença tem origem hereditária, portanto é importante que todos os membros desta família façam exames e acompanhamento com o endocrinologista, pois em algum momento da vida desenvolver a doença seja ela hipo ou hipertireoidismo.


TRATAMENTO 

Existem três formas para tratamento. Porém nenhum deles pode ser considerado ideal para todos os pacientes. Existem muitos detalhes que merecem atenção e podem influenciar no tipo de tratamento como a idade, o tipo da doença, alergia a alguma medicação ou componente da mesma, os planos futuros dessa paciente (pois isso pode interferir na sua fertilidade), outras doenças pré-existentes que podem servir como fatores de risco como a obesidade, etc.


MEDICAÇÃOComo já citamos acima, são realizados com reposição hormonal. Chamados antitireoidianos eles tem a principal função de inibir a utilização do iodo pela tireóide, e como para a produção de hormônio é necessária esse componente, a tireóide diminui sua produção.

IODO RADIOATIVODestruir as células tireoidianas que produzem esses hormônios também é um tratamento muito efetivo e utilizado.O Iodo Radioativo é inserido através de líquido ou cápsulas que permitem que esse iodo fiquem na corrente sanguínea. Como já falamos o iodo é fundamental para a produção de hormônios e então a tireóide vai absorver com muita rapidez todo iodo circulante e durante algumas semanas esse iodo é responsável por destruir essas células produtoras.Isso fará com que a tireóide diminua sua produção e o seu tamanho, podendo ocasionar um caso de hipotireoidismo, onde serão tratadas com reposição hormonais e achado uma dose adequada para que esse tratamento seja efetivo e sem muitos efeitos colaterais.Passando o Hipertireoidismo para hipotireoidismo fica mais fácil tratar e manter o seu equilíbrio, através de medicamentos que serão tomados uma vez ao dia pelo o resto da vida.


CIRURGIASão indicadas para pacientes que possuem uma Glândula tireóide Hiperfuncional, ou seja sua produção não consegue ser revertida por nenhum outro tratamento, e a retirada da tireóide ou parte dela acaba sendo sua única opção.Porém isso implica em possíveis dificuldades para engravidar, devida a produção de hormônios diminuída, por isso o Cirurgião precisa ter muita experiência e exatidão quanto à operação.É fundamental o acompanhamento com exames de rotina, e um profissional médico endocrinologista, seguindo todas as suas orientações, possibilitando a você uma vida cada vez mais cheia de qualidades e menos efeitos colaterais.Sinais e sintomasExistem três formas para tratamento. Porém nenhum deles pode ser considerado ideal para todos os pacientes. Existem muitos detalhes que merecem atenção e podem influenciar no tipo de tratamento como a idade, o tipo da doença, alergia a alguma medicação ou componente da mesma, os planos futuros dessa paciente (pois isso pode interferir na sua fertilidade), outras doenças pré-existentes que podem servir como fatores de risco como a obesidade, etc.


CROMO CAIO

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

NOSSOS ÓRGÃOS DIANTE DAS EMOÇÕES - A vesícula




VESÍCULA 




ENFRENTANDO OS GRANDES OBSTÁCULOS DA VIDA

A vesícula biliar é uma estrutura secular que serve como reservatório para a bile. A presença de certos alimentos no duodeno, particularmente a gordura, causa a liberação de um hormônio que alcança a vesícula biliar por via sanguínea, produzindo a contração da vesícula e a expulsão da bile para o duodeno. Metafisicamente, a vesícula reflete a disposição com que a pessoa enfrenta as dificuldades da vida, sentindo-se livre para se impor diante dos obstáculos. A vesícula biliar mantém armazenada a bile, que, no âmbito metafísico, representa a expressão de nossos conteúdos internos para resolver os problemas da vida. Nas pessoas que não liberam seus impulsos agressivos, acarretarão complicações na vesícula ou no duto que conduz a bile até o duodeno. A complicação mais comum resume-se na formação de cálculos nessa região, representando a calcificação da agressividade. Os problemas na vesícula surgem nas pessoas rígidas, intolerantes, contrárias a tudo que acontece. Têm dificuldade em digerir o novo e negam os fatos. Sentem-se presas e sufocadas pelas situações que as pressionam constantemente, não conseguem se soltar, liberando sua força para resolver as complicações. Só não conseguem colocar adequadamente sua capacidade resolutiva, comprometendo a vesícula. Outros dois problemas bastante conhecidos na vesícula são a vesícula preguiçosa e as pedras na vesícula. A vesícula preguiçosa é muito comum em pessoas lentas nas mudanças, que demoram a se adaptar ao novo. Quando requisitadas para algo de que não gostam, reclamam demasiadamente. Acham que ninguém faria nada se não fossem elas para resolver as coisas. Essa resistência em fazer aquilo que lhes cabe gera um desejo inconsciente de conter sua preparação interna, ocasionando-se a redução na função da vesícula. As pedras na vesícula são constantes em pessoas que param diante das dificuldades, não admitindo serem conduzidas pela natureza. Elas exigem que tudo seja do seu jeito. Quando não conseguem, relutam nas situações, impedindo que as circunstâncias sigam o fluxo normal. Essas insistências tanto prolongam as dificuldades quanto provocam a formação das pedras. A capacidade de atuação da pessoa termina por calcificar-se. A incapacidade de alguém em manter as coisas do seu modo gera um impasse que origina frequentes dificuldades. Por meio delas a vida ensina a pessoa a ser menos rígida e intransigente, liberando seus potenciais e deixando a vida se fazer nela com toda a perfeição e a abundância inerentes à natureza. Além disso, a liberação da energia presa também sugere a decomposição dos cálculos biliares. Conter-se diante dos obstáculos e das dificuldades da vida é perder a habilidade em usar os próprios potenciais e capacidades de resolução, distanciando-se da ação direta na situação.

Quem precisou extrair a vesícula, acometida por algum tipo de problema, desenvolveu a estrutura interna causadora da disfunção que levou a retirar esse órgão. A ausência da vesícula no corpo provoca uma sensação de perda do referencial físico, de armazenagem metafísica da agressividade, deixando a pessoa mais propensa a se impor na situação, falando logo sobre o que pensa a respeito das coisas que acontecem à sua volta. Já não consegue mais guardar nada daquilo que outrora não conseguia expor, nem medir suas palavras para falar sobre aquilo que a incomoda na situação. A maneira que encontra para isso normalmente é por intermédio das brincadeiras e "gozações". Como podemos perceber na grande maioria das pessoas que extraíram a vesícula, elas passaram a ser bem diferentes de antes. Às vezes, até exageram um pouco em suas colocações, como se quisessem tirar o atraso do tempo em que se calaram, não conseguindo impor suas vontades. Aqueles que conseguem liberar sua força agressiva, mesmo depois de perderem a vesícula, atingem um estado de saúde interior graças ao equilíbrio das ações. Mesmo percorrendo um caminho de dor e deterioração de um órgão de seu corpo, isso é imprescindível para o restabelecimento físico, psíquico e emocional.

por Arlete Funaro

OS 10 ERROS METAFÍSICOS MAIS COMUNS




Quando começamos a percorrer o caminho espiritual, procuramos a perfeição em nossas vidas.
Tratamos de melhorar o nosso caráter, costumes, ideias, alimentação, e até a vida social. Às vezes, fazemos sacrifícios com a finalidade de alcançar uma vida mais plena e feliz; no entanto, muitas vezes não chegamos ao estado de êxtase ou plenitude que desejamos. A decepção pode levar-nos a rejeitar a disciplina que tínhamos empreendido, ou no pior dos casos, pode desmoralizar-nos até o ponto de pensar que “Deus se esqueceu de nós”. Qualquer que seja a reação, está só nos mostrando que cometemos um erro. E um erro pode ser corrigido. O Universo funciona como um grande computador: é preciso saber tocar nas teclas adequadas para obter o que se deseja. Quando não o estamos fazendo, o computador detém-se, espera fria e silenciosamente o sinal elétrico correto. O Universo tem suas “teclas” e a Metafísica ensina-nos quais são. Algumas escolas esotéricas adulteram estes ensinos, talvez sem nenhuma má intenção, o que leva muitas pessoas a cometerem erros e a frustrarem-se nas suas expectativas. Alguns dos erros mais comuns são os seguintes:


1) ENVOLVER-SE NUMA BOLHA DE PROTEÇÃO, OU NUMA LUZ, OU NUMA COR, OU EM ANJOS, OU EM QUALQUER OUTRA FORMA QUE PROTEJA DOS PERIGOS QUE EXISTEM FORA

A única coisa que logra este tipo de exercício é fomentar a ideia de que algo externo pode ter mais poder que nós. A nossa mente percebe que há algo ali fora que pode, por exemplo, machucar-nos ou fazer-nos mal. Mas, segundo os ensinamentos espirituais, TUDO É DEUS; portanto, nada pode fazer-nos mal. Na realidade, deveria praticar-se algum tipo de exercício de reconhecimento da segurança pessoal. Este exercício poderia dizer: “Vá onde for, estou sempre a salvo, estou rodeado de irmãos, vivo no mundo que Deus criou e só vejo amor em todo lado”. Em síntese, ao escolher que exercício mental ou meditação fazer, deveremos procurar aquele que nos lembre a natureza divina da vida e não o perigo que percebe o nosso ego. Muitas pessoas crêem que repetindo certas afirmações podem transformar a sua situação pessoal, o que é um erro. Não são os pensamentos que determinam a nossa realidade senão as nossas “crenças”. Somente os pensamentos que internalizamos e tomamos como a nossa verdade são os que se manifestam. Dito de outra maneira, aquilo que “sentimos” internamente que é assim é o que toma forma no mundo externo. A mente humana produz uma média por pessoa de 60 mil pensamentos diários, a maioria dos quais são negativos. As afirmações são necessárias para lograr implantar uma crença nova na nossa mente subconsciente e a repetição destas afirmações é um procedimento adequado, mas até adicionarmos a emoção ou sensação que acompanha essa ideia não a internalizamos como uma verdade dentro de nós. A repetição de palavras carentes de emoção não é efetiva. Portanto, se eu repetir “Vá onde for, estou sempre a salvo”, mas não me sinto realmente seguro, de nada me servirá. É necessário selecionar exercícios mentais, meditações ou visualizações que fomentem as crenças de paz, harmonia e prosperidade.


2) ENVIAR LUZ AOS OUTROS PARA QUE MELHOREM

Pode enviar-se luz ou energia a outras pessoas para que se curem de certa doença, para que melhorem sua situação econômica, a sua vida afetiva, e demais. A maioria destes exercícios são mais parecidos com uma forma de manipulação do que com uma verdadeira ajuda espiritual. Primeiro e principal: se for ajudar a outro, é preciso ter certeza de que a pessoa o peça e o necessite. Se isto não acontece, temos que trabalhar com o que estamos percebendo, porque o problema é algo pessoal que diz respeito a nós próprios e não à pessoa que está sofrendo. A maioria dos problemas são apenas momentos de prova que está vivendo um indivíduo; são necessários e muito úteis para “despertar da sua consciência”. Nunca sabemos na realidade quão importante pode ser para cada pessoa a situação que está enfrentando em determinado momento. Podemos perceber essa situação como algo terrível, doloroso, injusto ou desnecessário, mas qualquer que seja a nossa interpretação, nunca será correta nem completa. Enviar luz à pessoa poderia acelerar ou entorpecer o seu ritmo pessoal. Nossa intervenção é desnecessária e a maior parte das vezes, não é mais do que um desejo egoísta de que a pessoa resolva rápido o seu problema porque este nos produz angústia ou dor. Em lugar de enviar luz aos outros cada vez que passar uma situação difícil, começa por enviar luz a si mesmo para que seu Mestre Interior lhe faça ver a Verdade que está atuando na situação.


3) CRER QUE VAMOS EM DIREÇÃO A DEUS, QUE EVOLUÍMOS ESPIRITUALMENTE

Não vamos em direção a Deus, JÁ ESTAMOS EM DEUS. Tudo o que nos rodeia forma parte do grande corpo universal de Deus. Não evoluímos espiritualmente. O nosso Espírito é Perfeito e Completo; não pode nem tem de evoluir. Na realidade, é um problema semântico, já que a evolução espiritual não existe. O que queremos deixar perceber com isso é o despertar da nossa consciência a essa perfeição e quanto mais rápido o fazemos, mais plenos e felizes vivemos. Talvez o erro provenha dos ensinamentos religiosos que nos dizem que Deus está “no céu”, como se nós estivéssemos separados d´Ele. Nós e o “céu” somos UM, e devemos aprender a reconhecê-lo e a vivê-lo; nisso consiste a nossa Evolução de Consciência ou Despertar Espiritual.


4. ANGUSTIAR-SE OU PREOCUPAR-SE QUANDO HÁ UM FAMILIAR DOENTE OU ATRAVESSANDO ALGUM TIPO DE CRISE

Na nossa cultura está bem visto que uma pessoa se aflija ou sofra ao mesmo tempo que os seus seres queridos; no entanto, isso só aumenta o pesar. E interpretarmos o nosso pesar desde outro nível significa que acreditamos mais no poder da doença ou a crise do que na solução. Quando uma pessoa se aflige pela doença de um ser querido, agrava essa doença, dá-lhe mais força e poder. A solução é fazer um esforço pessoal e reconhecer que, para além do nosso entendimento, há uma Inteligência Superior que está agindo e que tem o poder de restaurar completamente o nosso ser querido, se assim o deseja a pessoa. O mesmo acontece com qualquer tipo de problema ou crise. Se nos afligimos, é porque o nosso ego aceitou que há uma força mais potente do que o Poder Divino.


5. ACREDITAR QUE ALGUÉM FOI “ESCOLHIDO” POR DEUS

Muitas pessoas que estudam em escolas esotéricas sentem-se especiais e evoluídas. Sentem que Deus os levou ao lugar adequado para o seu crescimento e evolução; que a informação que vai receber é muito importante e não pode divulgar-se a pessoas que não estão tão evoluídas, porque não têm a capacidade para entendê-la ou para lhe dar um bom uso. Esta presunção converte-se em uma forma de arrogância nada espiritual, que nos faz pensar que somos privilegiados, especiais, eleitos, e que os outros estão desencaminhados ou perdidos na vida. Esta forma de arrogância também se vê nas religiões que se sentem proprietárias de Deus. Se alguém não segue o seu culto, está perdido. No Universo existe um só Deus e é o mesmo para Todos. Os humanos inventam diferentes maneiras de lhe render culto, criam dogmas e doutrinas, mas, em essência, todos adoramos o mesmo Deus. Todos somos iguais ante os olhos de Deus. Para Ele, ninguém está mais à frente nem mais atrás. Ninguém vale mais nem menos. Qualquer interpretação e classificação como ser especial corresponde ao terreno do ego humano e não ao terreno do divino.


6. SACRIFICAR-SE POR OUTROS

Não há nada mais inútil e insatisfatório que sacrificar-se pelos outros. As tarefas que se façam pelos outros deverão fazer-se com amor ou, caso contrário, evitar-se. Tudo o que se faz com amor é prazeroso; portanto, não pesa nem incomoda. Pelo contrário, tudo o que se faz com sacrifício gera pressão interna, rancor, aborrecimento, incômodo e, as vezes, até ódio.
O sacrifício pelos outros está aprovado socialmente e está muito bem conceituado. Alguém pode sacrificar-se, por exemplo, pelos filhos, pelos pais, pelo companheiro, pela profissão, pelas crianças desamparadas, por alguém doente, pela instituição religiosa à qual pertence, pela empresa que lhe dá trabalho. A lista poderia ser interminável e nada mais é do que uma amostra da ação errônea do nosso ego. O sacrifício vai junto com a manipulação. Por exemplo, uma mãe que deixou a sua vida de `lado pelos seus filhos, cedo ou tarde, usará a sua atitude como válida para exigir algo deles; o namorado ou namorada que muda a sua rotina e deixa de fazer certas atividades pelo outro tratará depois de exigir o mesmo.
A próxima vez que você se sacrificar por alguém, procure saber primeiro se esse alguém lhe pediu. A atitude de mártir não leva em direção a Deus como muitos crêem, só o caminho do amor. Faça as coisas com amor ou então não faça nada.


7. DEPENDER DE AMULETOS, SANTINHOS, CRISTAIS, VELAS, IMAGENS, OU QUALQUER OUTRO TIPO DE ELEMENTO

É certo que os materiais têm a sua própria energia e que o contato com eles (especialmente, com certos cristais de quartzo) produz mudanças na nossa vibração pessoal e podem ajudar-nos no processo curativo. Também é certo que algumas figuras, imagens e cores produzem reações psicológicas que nos estimulam; às vezes para o bem, outras para o mal. Os santinhos e outros objetos, tais como correntes com cruzes, estrelas de David e demais lembram-nos nossas posturas espirituais. O problema é que a maioria destes elementos se converte em amuletos e damos-lhes mais poder do que na realidade têm. Há pessoas que se sentem indefesas sem a sua cruz, o seu santinho protetor, o seu cristal preferido ou qualquer outro amuleto da sua preferência. O amuleto passa a ser Deus. Viver dependente de um objeto é limitar a divindade a esse objeto. Deus é Onipresente: está aqui, ali e em todo lado. O pior acontece quando uma pessoa extravia o seu amuleto ou este se parte. A maior parte das vezes isto interpreta-se como um presságio de que algo mau vai acontecer. Essa ideia é produto de crer que a pessoa se encontra sem a sua proteção e que, em consequência, os demônios e as energias negativas podem afetá-la. Vivemos num Universo Mental. “Tudo no que Acreditamos faz-se Realidade”. Porque não acreditamos então que o melhor amuleto do que disponho é a minha Natureza Divina? Ninguém nem nada pode despojar-nos do que somos realmente.


8. ACREDITAR QUE ALGUÉM PODE GUIAR OS OUTROS OU QUE PODE SER GUIADO

Sentir que graças a alguém outras pessoas se iluminam ou, pelo contrário, que a presença de outros nos devolve a luz é pura ilusão do ego. O verdadeiro Mestre é Interno, é a sua Intuição, a Voz do seu Espírito. Muitas vezes essa voz coincidirá com aquilo que você escuta fora e pensará que alguém lhe guiando. Mas, assim que você aceitar alguém como o seu ídolo, começará a fabricar a sua própria decepção. Acontece a mesma coisa se alguém lhe entronizou e lhe tomou como líder; em algum momento os problemas da sua vida pessoal o decepcionarão. Todos aprendemos e ensinamos ao mesmo tempo. Por tal motivo, é conveniente manter uma atitude receptiva com os sinais que recebemos do nosso ambiente e ver que ressonância produz no nosso interior. Você não é o salvador nem o Mestre de ninguém. Nenhuma vida depende dos seus conhecimentos nem dos seus esforços. Isto é certo também ao contrário. Ninguém lhe resgatará nem o salvará, exceto você mesmo. O melhor Mestre com que contamos está dentro de Nós. Fala-nos com voz suave e paciente, sem nos obrigar a nada; indica-nos sempre o caminho mais curto e mais feliz, dá-nos a ideia mais adequada e a resposta que racionalmente não podemos encontrar.
Por isso, é conveniente praticar meditação e exercícios de relaxamento para poder escutar essa voz. Se você vive depressa, tenso, angustiado e com um ritmo acelerado, provavelmente não ouvirá a “voz da sua intuição” e procurará guias externos. Há pessoas que são muito positivas e estimulantes, e poderão ajudá-lo no início. Evite idolatrá-las e evite também ser idolatrado. Lembre sempre que o “Mestre mais válido e acertado está sempre dentro de você”.


9. CRER QUE OS MESTRES ESPIRITUAIS SÃO AQUELES QUE NOS PROVÊM DA INFORMAÇÃO TEÓRICA

Tendemos a cair muito facilmente na crença de que as pessoas que nos ensinam estão à frente e que já ultrapassaram muitas provas na sua vida. Em alguns casos, isto é totalmente certo; em outros, não. O fato de que uma pessoa transmita uma determinada informação não a coloca num grau superior. Deves lembrar que qualquer forma de idealização ou seletividade corresponde ao terreno do ego.
Os verdadeiros mestres espirituais são aqueles que nos põem à prova e vêm “mascarados” de filhos, pais, patrões, amigos, inimigos, animais, plantas e demais. São aqueles que nos trazem problemas. Eles são os que realmente nos ensinam as lições que temos que aprender porque nos põem à prova. Todas as religiões do mundo ensinam que Deus é Amor, que viver com Deus significa expressar Amor aos outros. Algumas pessoas assistem a templos, igrejas, ou escolas esotéricas, onde recebem esta informação, mas depois vão às suas casas e brigam com os seus familiares, criticam os seus vizinhos, odeiam os seus patrões, os políticos, os animais, indivíduos de outras raças ou culturas. Eles ainda não aprenderam a lição e a vida levá-los-á a se enfrentarem uma e outra vez com a mesma situação ou pessoa... até que aprendam a mostrar amor. Fazendo uma comparação com o ensino tradicional, os líderes espirituais ou religiosos são os “livros” que nos dão a informação; as pessoas que nos trazem problemas são os mestres que “nos fazem o exame” para ver se passamos a prova ou não.
Existe uma Lei no Universo: Tudo o que nos incomoda, complica, enreda, ou tudo o que odiamos, “contagia-nos”. Isto acontece até que aprendemos a amar a situação. Então, esse problema ou essa pessoa se convertem no mestre espiritual de esse momento.


10. CRER QUE ALGUÉM NÃO PODE ABORRECER-SE, TEMER, OU SENTIR QUALQUER OUTRA EMOÇÃO NEGATIVA POR ESTAR NO CAMINHO ESPIRITUAL

Esta crença leva-nos a uma grande repressão da ira e dos aborrecimentos, que fazem a sua reaparição mais tarde sob a forma de rancor, crítica ou repúdio. Enquanto estamos no plano terrestre, vivemos as sensações e as emoções deste plano. Algumas delas são muito agradáveis, outras não. Ter um conhecimento intelectual acerca da ação destrutiva de certas emoções não as faz desaparecer. Alguém pode saber quão mau é o aborrecimento e, no entanto, não consegue evitar aborrecer-se. Na realidade, sim consegue evitar aborrecer-se, ou assustar- se ou angustiar-se, mas isso exige treino.
Durante dito treino, há momentos nos quais podemos dominar a raiva e a ansiedade, e outros nos quais nada pode nos acalmar. Uma vez que aparece o aborrecimento, o melhor é descarregá-lo da maneira mais positiva possível. É muito pior reprimir-se e intentar dizer: “Tudo está bem no meu mundo”, quando internamente está a sentir o desejo primitivo de querer atacar alguém.
A maioria das pessoas que transitam o terreno espiritual é muito exigente consigo própria e pretende erradicar completamente da sua vida este tipo de reações. Isto não resulta desacertado mas se logra através de um processo. Sê amável contigo próprio e, de vez em quando, dá-te a permissão necessária para maldizer, bater numa almofada, gritar, chorar e expressar, como melhor te resultar, todas as emoções negativas que te toca viver.
A maioria dos erros aqui enunciados está gerada pela atitude crítica do nosso próprio ego. O ego não pode desaparecer porque o necessitamos para atuar em este plano. A “solução” é alinhá-lo com o nosso Espírito. Amavelmente, podemos dizer-lhe ao ego que: “A partir de agora, deverá seguir as indicações de um novo Mestre amoroso, amável, paciente e permanente, que nunca julga e que sabe que sempre estamos dando nosso melhor”. Se seguirmos as indicações do nosso Mestre Interior, nunca falharemos.

http://www.luzdegaia.net/outros/diversos/10_erros.html

domingo, 7 de outubro de 2012

VERTENTES FILOSÓFICAS DO YÔGA






YAMAS ( o que evitar)

Não agredir (“ahimsa”): a violência não está restrita aos atos, mas também às palavras e ao pensamento. “Em uma vida a dois, significa não fazer para o outro o que você não gostaria que fizessem para você”, fala Rojo. “No ambiente profissional, vale como um conselho para não buscar promoção à custa do fracasso e do rebaixamento de outros colegas”, alerta. A relação entre chefes e funcionários é mencionada pelo especialista. Profissionais que cobram de suas equipes o cumprimento de metas sem lhes dar condições adequadas, como tempo suficiente, para executar as tarefas, estão praticando uma forma de violência, na opinião do professor

Não mentir (“satya”): “a verdade é a base de qualquer relacionamento pessoal ou profissional, pois sobre ela também se sustenta a confiança”, declara Rojo. É preciso ter bom senso, contudo. Há situações em que a sinceridade pode provocar ofensas e agravar um quadro já complicado. “Você não visita um amigo no hospital e diz a ele o quanto ele está abatido”, exemplifica

Não roubar (“asteya”): não quer dizer apenas subtrair coisas físicas, mas também ideias, tempo e até a boa vontade do outro, segundo Gambôa. O instrutor dá outros exemplos: “o ciúme é uma forma de roubar o tempo de seu companheiro. O mesmo ocorre quando você força, sem necessidade, uma pessoa a escutar os seus problemas e até os de outras pessoas”

Não abusar, não cometer excessos (“brahmacharia”): comer e beber adequadamente e praticar sexo de forma saudável, sem exageros, são algumas possíveis interpretações para esse conselho. A orientação também está ligada à ideia de que não devemos restringir a alguns momentos do dia – como a hora da meditação –, o dever de ser verdadeiro, de cultivar bons pensamentos e de sentir-se puro. “As barreiras entre o sagrado e o profano devem ser eliminadas”, comenta

Não possuir com apego (“aparigraha”): “em um relacionamento, uma pessoa não pode privar a outra de oportunidades. Não somos donos de ninguém, apenas temos o privilégio de desfrutar da companhia delas por certo período”, afirma Rojo. O consumismo é criticado sob a ótica desse conceito. “A orientação é para não acumular coisas. Coloque em uso o que você tem e, o que não precisa, doe”, defende.

NIYAMAS ( o que deve ser desenvolvido)

Pureza (“saucha”): na ioga, há vários exercícios de limpeza física e mental. A meditação é um meio de purificação, por exemplo, pois ajuda a tirar da mente os “entulhos”. Pensar de forma coletiva é mais uma forma de manter-se limpo. Na situação oposta, ser omisso e conivente com situações com as quais você não concorda, vai contra isso

Contentamento (“santocha”): reconhecer aquilo que se tem em vez de buscar o que está faltando. Outra interpretação aponta para o sentido de não esperar reconhecimento ou retribuição por algo que você fez ou que supostamente merece. Contentamento é não ter esse tipo de expectativa, segundo Rojo.

Disciplina (“tapas”): persistência na prática e na manutenção de atitudes corretas. “Em todas as situações do dia a dia, como no trânsito, que é uma situação estressante, a pessoa deve se conter para manter a mente pura”, afirma o professor. Gambôa acrescenta que é preciso somar disposição pessoal e exercício constante para transformar esses princípios em modo de vida. Ela compara o processo com o aprendizado de um idioma, que requer tempo e acontece aos poucos por meio de treinos, participação em aulas e estudos contínuos

. Autoestudo (“svadhyaya”): aponta para a necessidade de nos conhecermos, condição necessária para agirmos com clareza e discernimento, segundo Gambôa. “As pessoas se identificam como sendo umas diferentes das outras, mas, em essência, são todas iguais. Reconhecer isso é importante para a convivência, pois leva à constatação que o outro é exatamente como você, com as mesmas dificuldades e necessidades”, informa o especialista .

Entrega (“ishvarapranidhana”): estabelece a importância de dedicar-se a uma divindade e acreditar que há algo superior, seja qual for o contexto religioso. “É um conselho válido para compreendermos nossa relevância no universo e aceitarmos que as coisas não acontecem do jeito que queremos”, pontua Rojo .

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CONVERSANDO COM NOSSA COLUNA VERTEBRAL




O QUE ELA TRANSMITE ATRAVÉS DE SUAS  DORES

Quase todos nós conhecemos as dores e os desconfortos da coluna vertebral. O que poucos de nós sabemos são quais os aspectos emocionais se expressam ou se escondem nestes sintomas. Afinal, quais são as prováveis relações emocionais que acometem a coluna vertebral?


A coluna vertebral relaciona-se com a estrutura da personalidade. É por assim dizer o eixo central do ego, que é a parte da personalidade que faz contato com o mundo externo. Problemas de coluna indicam desequilíbrios ou dificuldades na formação da personalidade ou conflitos no relacionamento com as pessoas ou com o mundo que nos cerca.

A coluna trás em suas partes, determinados aspectos prováveis de relação mente e corpo relacionados a cada região. 

A região cervical relaciona-se à flexibilidade e amplitude de perspectivas. As duas primeiras vértebras relacionam-se mais com as dificuldades que temos na formação dos nossos conceitos e as duas últimas, a ressentimentos, e da mesma forma as primeiras torácicas.Na altura da sétima cervical, em muitas pessoas ocorrem materializações relacionadas a ressentimentos, situações emocionais do passado mal resolvidas evidenciando saliências nesta área corpórea. Pessoas inflexíveis e de padrão de comportamento rígido tendem a calcificações na região cervical. A retificação da lordose anatômica cervical relaciona-se ao excesso de exigência sobre si mesmo e perfeccionismo. A hiperlordose cervical relaciona-se ao medo, sobretudo sustos na infância, tristeza e dificuldade de acreditar na própria felicidade. Algumas exceções acontecem em pessoas que querem ocultar o medo e “levantam o nariz”, como popularmente é referido para descrever a postura de arrogância. A escoliose cervical muitas vezes relaciona-se a uma tristeza do passado que “murcha” a pessoa, “caindo” a cabeça para um dos lados. As patologias da região cervical estão mais relacionadas à inflexibilidade e à tentativa de controlar tudo, ou de racionalizar tudo; no entanto, às vezes elas são consequentes a conflitos que relacionam-se a outras áreas, sobretudo da coluna dorsal.

A região dorsal ou torácica relaciona-se à postura diante da vida, especialmente diante do emocional. Problemas na região dorsal indicam dificuldade de posicionamento, sobretudo diante das emoções. As calcificações na dorsal estão relacionadas a tristezas profundas. Os casos de hipercifose ( acentuação da cifose) evidenciam um esconder-se do mundo, um encolher-se diante dos fatos que não sabemos como administrar. Já os casos de retificação (perda da curvatura anatômica) relacionam-se a um excesso de exigência sobre si mesmo.
A escoliose (curvatura lateral) da região dorsal em muitos casos relaciona-se ao “encurvar-se” diante de fatos que “não sei como”, ou “não posso mudar”, ou “sou forçado a aceitar”. É muito comum acontecer na adolescência, porque o jovem não sabe como se portar. Não é mais criança, nem adulto. Para algumas coisas, os pais e a sociedade o tratam como adulto; para outras, como criança, e isso gera uma confusão muito difícil de esclarecer. As pessoas “retas”, retificadas nesta região, sofrem muito com a necessidade de ostentar o que não são.

Já os hipercifóticos em geral são tristes e assumiram que a vida é triste mesmo, e nada se pode fazer para mudar. As patologias da região dorsal, em geral, relacionam-se à tristeza, por a pessoa não viver as emoções de forma equilibrada, especialmente nos casos de hipercifose. Os casos de retificação relacionam-se mais ao perfeccionismo. Ocorrem em geral nas pessoas que foram muito cobradas e que acabaram se cobrando muito, especialmente a perfeição.

A região lombar está relacionada ao “ter” na vida. Problemas na lombar relacionam-se em geral a perdas, ou medo de perdas, ou de não conquistar, tanto no aspecto material, quanto emocional. A hiperlordose lombar, muitas vezes relaciona-se aos aspectos acima referidos, e em alguns casos relaciona-se à repressão sexual. É uma tentativa de “esconder” o sexo, que acontece sobretudo nas mulheres. A famosa “bundinha arrebitada” em muitos casos esconde uma repressão sexual e uma necessidade de ser dominada, ou ainda uma supervalorização da estética diante das emoções.

A retificação lombar também pode ocorrer pelos motivos citados acima, e pelo perfeccionismo. Já a escoliose lombar pode relacionar-se à rejeição intra-uterina, por patologia congênita óssea, o que às vezes também acontece na sétima cervical. Algumas pessoas que sofreram rejeição, especialmente de sexo, apresentam estas patologias congênitas nesta região. As patologias da região lombar geralmente relacionam-se a medos, ou à situação de muita cobrança, interna e externa, relacionadas a questões com conotações emocionais.

A região sacral está relacionada à sexualidade. Problemas na região sacral relacionam-se a conflitos relacionados a sexualidade, sobretudo traumas e repressão. Nos casos de meninas que são esperadas meninos, é muito comum encontrarmos uma materialização sobre o sacro e dores na região. Estas mulheres, em geral, apresentam dificuldade nos relacionamentos íntimos, dificuldade de engravidar, cólicas menstruais, suscetibilidades a problemas no aparelho reprodutor (útero, ovários, seios etc.) frigidez e tendência homossexual conflitiva. (Condição sexual homossexual que só acontece porque a pessoa não se permite ter o que quer, no caso uma relação heterossexual).

Homens com esse tipo de conflito materializam menos sobre o sacro, mas também manifestam problemas com a sexualidade, tanto com os relacionamentos, como no que diz respeito à suscetibilidade a problemas no aparelho reprodutor, inclusive em muitos casos sendo estéreis e tendo tendência homossexual conflitiva.

É muito importante destacar que as dores do isquiático (ciático) também estão relacionadas aos problemas de coluna da região lombar e sacral. Correspondem aos medos de seguir em frente, inseguranças diversas e dificuldade de adaptação as situações de vida, especialmente aquelas que requerem mudança de comportamento ou que transformam nossa rotina.

Não são apenas os problemas de coluna, mas todas as articulações relacionam-se à nossa capacidade de nos “articular” na vida, ou seja, capacidade de relacionamento político. Problemas nas articulações relacionam-se à rigidez e à dificuldade de superar situações difíceis. Incluem-se nesse contexto todas as “ites” que afetam as articulações e que estão relacionadas a situações desagradáveis a que a pessoa se submete mesmo não gostando, por não saber como resolver.

Quando nos referimos a “articular-se” na vida, estamos enfocando nossa capacidade de relacionarmo-nos equilibradamente sem machucar o outro nem nos deixarmos machucar, respeitando os limites de cada um, inclusive os próprios. Viver é relacionar-se de forma equilibrada; do contrário, é muito difícil termos uma perspectiva feliz e saudável. Portanto, a forma como nos relacionamos é fundamental para o nosso equilíbrio. Essa maneira equilibrada de viver constrói-se a partir da espiritualidade e do amor, que sempre deve começar pelo amor por si mesmo. O equilíbrio sempre parte do respeito mútuo entre as pessoas, o que em nossas relações é fundamental. A capacidade de se “articular” é muito importante para o êxito ser alcançado, tanto no trabalho, quanto nas relações mais próximas, e consiste na flexibilidade e maleabilidade que precisamos ter para não desrespeitarmos os outros e nem a nós mesmos.

Para ser infeliz e desamado, ninguém nasce. Se, nascemos dentro de uma perspectiva negativa, é porque temos a esperança de reversão. A vida é incompatível com a tristeza e a falta de amor. Portanto, “articular-se” é relacionar-se dentro da interdependência saudável que rege o universo com respeito pelo outro e por si mesmo, sem toda a rigidez que se relaciona à maioria dos problemas articulares. Desculpem a repetição, mas no que se refere ao inconsciente, que assimila bem o que for repetido, esta repetição é produtiva: precisamos melhorar nossas relações, para que possamos mudar o mundo.



postado por TEMPLO DE LUXOR