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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

OSHO E A FLUIDEZ DA VIDA...






VIDA DE RIO, VIDA QUE FLUI...

Por nenhum momento se esqueça de que a vida pertence aos que se movem na busca. A vida não pertence ao estático, ela pertence ao que flui. Nunca se torne um reservatório, permaneça sempre um rio. O rio passa ao lado de uma árvore, cumprimenta-a, alimenta-a, dá-lhe água e vai em frente, dançando. Ele não se prende à árvore. A árvore deixa cair suas flores sobre o rio em profunda gratidão e o rio segue em frente. O vento chega, dança ao redor da árvore e segue em frente. E a árvore empresta o seu perfume ao vento. Se a humanidade amadurecesse, essa seria a maneira de amar.


(Osho).

terça-feira, 25 de junho de 2013

O DESAPEGO, segunda BUDHA



Pergunta: Qual é o significado de desapego?

Resposta: O significado budista de desapego é ligeiramente diferente daquele que a palavra geralmente significa em inglês [ou português]. Desapego, no budismo, está ligado à renúncia. A palavra “renúncia” em inglês [ou português] também gera confusão, pois implica que tenhamos de desistir de tudo e ir viver para uma caverna. Apesar de existirem exemplos
 de pessoas como Milarepa, que de fato desistiu de tudo e foi morar para uma caverna, para descrever o que elas fizeram usamos uma palavra diferente, não a palavra que é traduzida como “renúncia” ou “desapego”. A palavra que tem sido traduzida como “renúncia” quer dizer na verdade “a determinação de ser livre”. Temos uma forte determinação: “Eu tenho de me livrar dos meus próprios problemas e dificuldades. Minha mente está totalmente firme nesse objetivo”. Queremos desistir dos jogos dos nossos egos, pois estamos determinados a nos livrar de todos os problemas que eles nos causam. Isso não significa que nós tenhamos de desistir de uma casa confortável ou das coisas que gostamos. Em vez disso, estamos tentando eliminar os problemas que temos em relação a esses objetos. Isso leva-nos ao desapego.

Ser desapegado não significa que não podemos apreciar nada ou gozar o prazer da companhia de alguém. Na verdade, refere-se ao fato de que se nos apegarmos fortemente a qualquer coisa ou pessoa isso nos causará problemas. Tornamo-nos dependentes dessa coisa ou pessoa e pensamos: “se eu perder isso ou não puder tê-lo para sempre, ficarei infeliz”. Desapego significa: “se eu conseguir a comida que eu gosto, ótimo. Mas se a não conseguir, tudo bem. Não é o fim do mundo”. Não há apego por aquilo.

Na psicologia moderna, a palavra “apego” tem uma conotação positiva em certos contextos. Diz respeito aos laços que surgem entre uma criança e seus pais. Os psicólogos dizem que se uma criança não tiver um apego inicial aos pais, haverá dificuldades no desenvolvimento da criança. Uma vez mais, é complicado encontrar a palavra adequada em inglês [ou português] para transmitir o significado budista, uma vez que no budismo a conotação de apego é muito específica. Quando os ensinamentos budistas se referem à necessidade de desenvolver o desapego, isso não significa que não queiramos desenvolver um laço entre pais e filhos. O que queremos dizer com “desapego” é deixarmos de estar aferrados ou sedentos por algo ou alguém.

O Desapego

O desapego é um dos mais importantes ensinamentos budistas. Na verdade, a vida de iluminação é o caminho do desapego. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Ficamos com raiva, preocupados, tornamo-nos ávidos, fazemos queixas infundadas e temos todos os tipos de complexos. Todas estas causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa é o apego.

Existe uma famosa história zen sobre um mestre e seu discípulo. Os dois estavam a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio caudaloso e viram na margem, uma bela moça tentando atravessá-lo. O mestre zen ofereceu-lhe ajuda e, erguendo-a nos braços, levou-a até a outra margem. E depois cada qual seguiu seu caminho. Mas o discípulo ficou bastante perturbado, pois o mestre sempre lhe ensinara que um monge nunca deve se aproximar de uma mulher, nunca deve tocar uma mulher. O discípulo pensou e repensou o assunto; por fim, ao voltarem para o templo, não conseguiu mais se conter e disse ao mestre:

— Mestre, o senhor me ensina dia após dia a nunca tocar uma mulher e, apesar disso, o senhor pegou aquela bela moça nos braços e atravessou o rio com ela.

— Tolo – respondeu o mestre – Eu deixei a moça na outra margem do rio. Você ainda a está carregando.

Desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida; não se pode fugir dela quando somos sinceros. A vida e seus problemas devem ser encarados e lidados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar. É verdade que o dinheiro tem sua importância, mas a pessoa que se apega a ele torna-se avarenta e escrava do dinheiro. É muito fácil nos apegarmos à nossa beleza, às nossas aptidões ou às nossas posses, e assim nos sentirmos superiores aos outros. É igualmente fácil nos apegarmos à nossa feiúra, à nossa falta de aptidões ou à nossa pobreza, e assim nos sentirmos inferiores aos outros. O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, nosso apego às coisas, condições, sentimentos e idéias é muito mais problemático do que imaginamos.

Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. É melhor não fazermos isso. Todas as doenças serão curadas, exceto uma, que é a morte. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda... ou melhor, aceite-transcendendo. A vida é mutável; todas as coisas são mutáveis; todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Todos os abusos, a raiva, a censura – deixe que venham e que se vão. Tudo o que fazemos, devemos fazer com sinceridade, com honestidade e com todas as nossas forças; e uma vez feito, feito está. Não nos apeguemos a ele. Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade.

Quando o sol brilha, desfrute-o; quando a chuva cai, desfrute-a Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um segredo da vida que nos impede de ficar aborrecidos ou neuróticos. Buda disse que todas as coisas na vida e no mundo estão em constante mutação; por isso, não se torne apegado a elas.


Fonte 1: http://www.berzinarchives.com/web/pt

Fonte 2: http://www.honganji.org.br/essencial19.htm

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A ARTE DE MORRER BEM

Nada neste mundo causa maior medo e aversão do que a morte. No Ocidente é um tabu perpetuado por séculos e mais séculos, sendo considerado indelicado de se falar a respeito. Todos os estudos, textos, pesquisas e diálogos assumem um papel pejorativo que chamamos de mórbido, soturno, aterrador, estranho, etc. No Oriente, embora este tabu também esteja presente, o é em menor escala, já que sua aceitação se faz mais presente. A única certeza universal, que nenhum ser humano consegue negar, é que todos morrem um dia. E mesmo assim, sabendo da importância de tal momento na vida do homem, pouco se fala a respeito, deixando sempre este assunto para depois.

Mas a compreensão da morte é a ferramenta principal para podermos entender tudo em nossa realidade. É dela que advém tudo o que estudamos neste blog, querido leitor. Se a morte, de fato, fosse o momento final da existência, nada do que foi dito aqui, nem durante milênios por sábios, religiões, escolas de mistério e vários filósofos, sequer poderia existir. Ao sabermos que o espírito continua, todas as portas se abrem e todas as compreensões nos surgem e podemos finalmente correr em busca de nossas verdades interiores e universais. Sendo assim, a morte não pode mais ser tabu, não pode mais ser varrida para debaixo do tapete, é necessário que todos saibam realmente o que ela é e como se preparar para sua chegada.


A morte é apenas o fim de uma experiência, dando início a outra. Somos seres espirituais e eternos vivendo todas as possibilidades na matéria, mas não pertencemos à mesma, pois ela nada mais é que a projeção de consciências superiores, portanto não são reais em última instância, apenas no momento em que a experenciamos. Sua realidade, então, é subjetiva. Assim sendo, quando cruzamos o nosso horizonte de eventos, a morte, estamos fazendo a transição para outra experiência e outra realidade. A morte é a passagem entre experiências, que pode tornar-se libertação quando estamos espiritualmente evoluídos o bastante para superar nossas limitações, já que neste mundo em particular estamos submetidos à prisão encarnatória. A liberdade é a transgressão desta prisão.


O único meio de nos libertarmos é morrendo bem e para isso é fundamental vivermos bem. Uma coisa não existe sem a outra. No momento da morte, levamos a bagagem de nossa última vida conosco, assim como nosso ego, ou o que restar dele. Assim sendo, quem vive uma vida focada em medo, sofrimento, ódio e rancor, terá um pós-vida literalmente infernal, tendo de se confrontar com todos os seus demônios. Quem, ao contrário, vive apenas focando no amor, na paz, no respeito, desapegando-se de tudo e todos, terá disponíveis todas as condições necessárias para sua libertação. E está justamente no desapego uma das chaves para isso, pois é necessário se desprender de suas vidas anteriores para poder continuar em seu caminho evolutivo, não dando mais atenção à matéria.


A Passagem
Sendo a transgressão do corpo, a morte nos afeta de maneira intensa em nossos momentos finais. Isso obviamente quando não morremos de maneira instantânea, como em acidentes, por exemplo, ou dormindo. A consciência começa a se expandir e a elevar-se rumo à próxima etapa. O corpo sente a descompressão, depois o frio e o calor, seguido da combustão dos átomos de seu corpo. Neste momento a leveza toma conta e se tem a sensação de expansão e liberdade. Os sentidos físicos deixam de existir passo a passo e a consciência física, o Ego, acaba por desfalecer. Neste momento, o espírito deixa o corpo, terminando então seu passeio pela vida física.


O espírito, contudo, continua sua jornada, e neste instante novos sentidos começam a funcionar, fazendo-o ver, ouvir e sentir novamente, mas sem as limitações da matéria. Se ainda houver alguma ligação com o corpo físico, esta é tênue e quase nula, não durando por muito tempo. Então surge a luz. Ela nada mais é que sua própria divindade convidando-o a se juntar a ela. Quem abraça essa divindade, sua própria, dá um salto rumo à libertação. Infelizmente a maioria esmagadora das pessoas não reconhece sua divindade e acaba seguindo na direção contrária e caindo nas densidades mais pesadas do pós-vida, indo então parar no Umbral. Essa recusa, ou medo, de abraçar sua divindade se dá pela bagagem negativa que se leva após a morte, agora visível aos olhos, que influencia diretamente nossas decisões, deixando-nos instáveis. Sua principal bagagem é o Ego que, salvo em raras ocasiões, ainda permanece vivo na consciência do espírito.


Quando não reconhecemos quem somos, devido ao Ego e à negatividade levada por uma vida fundamentada nisso, acabamos presos à Maya superior, tendo então de nos confrontar com nossos próprios Eus. Vamos então para o Umbral e lá criamos nosso inferno pessoal. Aqui reconhecemos, ou temos a impressão, que morremos no corpo físico e começamos a vivenciar a realidade ilusória do Umbral. Neste ponto, temos visões do mundo físico relacionadas à nossa morte, vendo familiares e amigos nas lamentações de nossa partida. A maioria tende a continuar apegada à vida passada e ao mundo físico, alimentando mais ainda seus tormentos e seu falso Eu. Veja, querido leitor, o quanto é importante a dissipação do Ego.


Nossas formas-pensamentos, sempre presentes no mundo físico, embora não visíveis à maioria, agora ficam claras e começam a se "materializar" instantaneamente ao seu redor. São seus próprios tormentos ganhando forma e interagindo com você, todavia são todos ilusões. Porém, aquele sem qualquer espiritualidade ou conhecimento a este respeito acaba não percebendo que se trata de ilusões, muito menos que são criadas por ele mesmo, adentrando novamente na terra do medo. Na verdade, querido leitor, a própria forma corporal, que normalmente corresponde ao corpo físico antes da passagem, é uma projeção do espírito.


As confrontações com seus demônios pessoais então começam a se intensificar e nossa realidade se altera à medida que ficamos com mais medo, ou mais em paz. O desapego e a neutralidade são os únicos meios de não se deixar levar pelas experiências que se tem neste estado. Em sua maioria, os medos e outros sentimentos negativos acabam sendo representados pelo subconsciente na figura de seres atrozes ou pessoas agressivas e de aparência deplorável, que atormentam, xingam e agridem. Todavia, também se pode vivenciar cenas de traumas ou momentos de extrema dor e medo enquanto em vida física. Isso tudo é a negatividade sendo "queimada".


Porém, neste estado, dependendo do equilíbrio do espírito, as formas-pensamentos também se manifestam de maneira positiva. Então vivenciamos os dois lados, podendo fazer escolhas sobre em que mais focar nossa atenção. A maioria das pessoas, todavia, influenciada pelo medo, acaba aderindo ao lado negativo, ficando cada vez mais envolvida e presa em seus próprios tormentos. É preciso entender, querido leitor, que aqui também temos escolhas. Sempre temos escolhas. Nunca duvide disso. E para a libertação é preciso escolher o desapego total. Não se deixar influenciar nem pela positividade, nem pela negatividade, e sim manter-se no estado de neutralidade, mesmo quando focados nas formas-pensamentos do bem.


Também é necessário que se entenda que tudo o que for experenciado neste estado não passa de ilusões de seus próprios pensamentos, sejam visões ou sensações físicas. Nada poderá ferí-lo de verdade, mas para isso é preciso manter-se firme e ciente deste fato. Reconhecendo tratarem-se de seus próprios pensamentos, a primeira libertação deste estado é conseguida. A segunda é o perdão. Perdoar a si mesmo e a tudo o que fez ou deixou de fazer quando em vida. Este é o julgamento, que é feito por você mesmo. A terceira é a abertura de seu coração. Permitir que a luz entre. E quanto mais intensa melhor. Sempre. Após isso, o espirito se liberta do Umbral e migra para regiões mais leves, onde começará uma nova experiência e, provavelmente (já que passou pelo Umbral, provando não estar preparado), voltará a encarnar tempos depois.


Veja, querido leitor, que grande parte do que já falamos neste blog converge para este assunto. Entende agora porque repetimos incontáveis vezes, sem medo de cansar, a importância do desapego, do controle do Ego, da neutralidade e da prática do amor incondicional? Isso não é apenas o melhor meio de viver a vida e de encontrar o equilíbrio, mas também o melhor modo de darmos prosseguimento à nossa evolução, uma vez que ao deixarmos o corpo estaremos justamente nos preparando para isso. Vivemos numa prisão multidimensional aqui na Terra, e para nos libertarmos é necessário esse comprometimento em vida, para nos dar as sementes necessárias no eterno.

Quem consegue controlar o Ego, desapegar-se de tudo e fundamentar seu caminho na observação, ao invés da identificação, tem grandes chances de não chegar nem perto do Umbral. E aqueles que além disso, conseguem ampliar suas consciências para novas realidades, entram em total estado da não-mente, ampliam a ligação com seu Eu Superior e se entregam completamente à luz, alcançam a libertação total, a iluminação, o estado de Buda, Crístico e conseguem sair da roda cármica, não mais precisando reencarnar por obrigação. Nesta Transição Planetária, as coisas estão mais fáceis para que todos possam alcançar este estado, basta dedicação ao que se pretende, do contrário, essa "mamata" só virá daqui a mais de 12.000 anos.


Levamos nossos últimos pensamentos ao pós-vida, deste modo criem ou usem algum mantra ou oração que lhe seja especial e que pacifique sua mente, praticando-os o dia inteiro mentalmente ou verbalmente, para que seu primeiro pensamento depois da passagem lhe traga calma, paz e o faça lembrar de tudo o que aprendeu em vida a respeito deste momento. Recite-o a cada dez, quinze minutos, assim nunca será pego desprevenido. Quando chegar o momento, você estará em suas melhores condições espirituais e mentais, depois tudo será mais fácil.


Crie em sua mente belas imagens de um pós-vida, campos verdejantes, céu num azul puro, mar, areia, pássaros e outros animais, enfim, tudo o que possa lhe trazer sossego interior. Mentalize isso várias vezes ao dia, para que seu subconsciente absorva e o use imediatamente do outro lado. Tente pensar e sentir aromas, ouvir sons, músicas ou apenas o rugido do mar. Tente ter todas as informações sensoriais possíveis em suas visualizações. E tente imaginar-se como um corpo de luz, não como este que você usa nesta fisicalidade. Isso facilitará para que reconheça sua divindade.


Tente perdoar tudo e a todos, sem guardar rancor ou mágoa. Não deixe nada pendente nesta vida, nem mesmo sentimentos. Leve apenas a consciência de sua luz interior. Aprenda a se despedir em pensamento de seus familiares e amigos agora e a todo momento, para que não sinta falta de fazê-lo do outro lado. Entregue-se à luz e espalhe o amor por onde passar, não dando bola se não aceitarem. E abençoe sua vida e experiência na carne a todo o momento, sendo grato por elas.


Não é demais repetir: viva sua vida de forma plena, focando apenas no amor, na paz, no respeito, no agora e no desapego. Não pense em problemas, observe, mas não pense. Pare de focar apenas no lado ruim da humanidade. Não desperdice esta chance de ascender. Quem sabe daqui a quantas encarnações você despertará novamente! Portanto, faça agora!


Vamos na Paz.
HigherThanEagle
contribuição Cris Kauer (rede aquariana)
http://particulasdafonte.blogspot.com/

terça-feira, 26 de outubro de 2010

DESAPEGO: Caminho para a Transformação - Nice Ribeiro




O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colméia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.

Na VIDA DAS ABELHAS temos uma grande lição. Em geral O homem constrói para si, pensa no valor da Propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que "lutou" para adquirir.


"Onde estiver nosso coração, ali estarão nossos tesouros..." Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade. Essa teia não o deixa alçar vôo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, quando um simples pensamento como "Para quem vai ficar a minha casa?" é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.


Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.


A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for - o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.


Se queremos ser livres, se queremos parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar em nós um único desejo: o de nos transformar. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda. Adquirimos visão mais ampla.


O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?

Fonte: Boletim de SINAIS - nº 6 - Figueira

http://www.cuidardoser.com.br/desapego-caminho-para-a-transformacao.htm


http://www.comunidade-espiritual.com/blog.php?sub_section=view&id=2092

terça-feira, 12 de outubro de 2010

" D E S T R A L H E - S E " ...


-"Bom dia, como tá a alegria" Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.


-"Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!" e ela me apertou. Na matemática de dona Francisca, "quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar".


Falando nisso, "vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada".


Já ouviu falar em toxinas da casa? Pois são:


- objetos que você não usa, roupas que você não gosta ou não usa há um ano, coisas feias, coisas quebradas, lascadas ou rachadas, velhas cartas, bilhetes, plantas mortas ou doentes, recibos/jornais/revistas antigos, remédios vencidos, meias velhas, furadas, sapatos estragados...


Ufa , que peso!


"O que está fora está dentro e isso afeta a saúde", aprendi com dona Francisca.


- "Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa"!, ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as tralhas da casa...


O 'destralhamento' é a forma mais rápidas de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias.


Com o destralhamento:


- A saúde melhora;


- A criatividade cresce;


- Os relacionamentos se aprimoram...


ensina o feng shui, com a delicadeza própria das artes orientais.


Para o feng shui, é comum se sentir: cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois "existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos".


Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça: sentir-se desorganizado, fracassado, limitado, aumento de peso, apegado ao passado...


No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga;


Na entrada, restringem o fluxo da vida;


Empilhadas no chão, nos puxam para baixo;


Acima de nós, são dores de cabeça;


Sob a cama, poluem o sono.


Então... se dona Francisca falou e o feng shui concordou... nada de moleza!


-"Oito horas, para trabalhar;


Oito horas, para descansar;


Oito horas, para se cuidar."


Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:


- Por que estou guardando isso?


- Será que tem a ver comigo hoje ?


- O que vou sentir ao liberar isto?


...e vá fazendo pilhas separadas...


- Para doar!


- Para vender!


- Para jogar fora!


E depois de destralhar-se...


- Jogue sal grosso nos ralos,


- Ponha um prato com carvão no quarto (tira os cheiros e as energias ruins);


- Deixe um ramo de boldo em um copo d'água para purificar.


Para destralhar mais: livre-se de barulhos, das luzes fortes, das cores berrantes, dos odores químicos, dos revestimentos sintéticos....

E também... libere mágoas, pare de fumar, elimine ou pelo menos diminua o uso da carne, termine projetos inacabados.


"Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará...Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá". Arremata o mestre Jesus, no evangelho de Tomé.


"Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente"; diz a sabedoria oriental.


O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.


Dona Francisca me conta que: "as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo"  a gente deveria de ser assim, ela diz.


"Destralhar ajuda a adocicar."
Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar... (Deng Ming-Dao )


Texto: Carlos Solano-Arquiteto-Especialista em Feng-Shui
 
 

Desapegar-se das situações esgotadas...
é desocupar as mãos para poder agarrar a felicidade !!!

domingo, 20 de junho de 2010

DESTRALHE-SE por Carlos Solano



"-Bom dia, como tá a alegria"? Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.


"-Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!" e ela me apertou.


Na matemática de dona Francisca, "quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar".


Falando nisso, "vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada". Já ouviu falar em toxinas da casa?


Pois são:
- objetos que você não usa,
- roupas que você não gosta ou não usa há um ano,
- coisas feias,
- coisas quebradas, lascadas ou rachadas,
- velhas cartas, bilhetes,
- plantas mortas ou doentes,
- recibos/jornais/revistas, antigos,
- remédios vencidos,
- meias velhas, furadas,
- sapatos estragados...


Ufa, que peso! "O que está fora está dentro e isso afeta a saúde", aprendi com dona Francisca. "Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa!", ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as tralhas da casa...


O 'destralhamento' é a forma mais rápidas de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias. Com o destralhamento:


- A saúde melhora;
- A criatividade cresce;
- Os relacionamentos se aprimoram...


É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois "existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos".


Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça":


- sentir-se desorganizado;
- fracassado;
- limitado;
- aumento de peso;
- apegado ao passado...


No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga;Na entrada, restringem o fluxo da vida;Empilhadas no chão, nos puxam para baixo;Acima de nós, são dores de cabeça;


"Sob a cama, poluem o sono".


"Oito horas, para trabalhar;Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar."


Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:


- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto?


...e vá fazendo pilhas separadas...


- Para doar!
- Para jogar fora!


Para destralhar mais:


- livre-se de barulhos,
- das luzes fortes,
- das cores berrantes,
- dos odores químicos,
- dos revestimentos sintéticos...


e também...


- libere mágoas,
- pare de fumar,
- diminua o uso da carne,
- termine projetos inacabados.


"Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente", diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.


Dona Francisca me conta que "as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo".. a gente deveria de ser assim, ela diz "Destralhar ajuda a adocicar."


Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar...

sábado, 5 de junho de 2010

DESTRALHE-SE, DESENTULHE-SE, DESAPEGUE-SE... LIBERE-SE !!!

-"Bom dia, como tá a alegria"?


Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.


-"Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!" e ela me apertou.


Na matemática de dona Francisca, "quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar".


Falando nisso, "vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada".
Já ouviu falar em toxinas da casa?


Pois são:
objetos que você não usa, roupas que você não gosta ou não usa há um ano, coisas feias, coisas quebradas, lascadas ou rachadas, velhas cartas, bilhetes, plantas mortas ou doentes, recibos/jornais/revistas antigos, remédios vencidos, meias velhas, furadas, sapatos estragados...Ufa, que peso!


"O que está fora, está dentro, e isso afeta a saúde", aprendi com dona Francisca.


- "Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa"!, ela diz, enquanto me ajuda a destralhar', ou liberar as tralhas da casa...


O 'destralhamento' é a forma mais rápidas de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias.


Com o destralhamento:
- A saúde melhora;
- A criatividade cresce;
- Os relacionamentos se aprimoram...
ensina o feng shui, com a delicadeza própria das artes orientais.


Para o feng shui, é comum se sentir: cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois "existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos".


Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça": sentir-se desorganizado, fracassado, limitado, aumento de peso, apegado ao passado...


No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga;


Na entrada de casa, restringem o fluxo da vida;


Empilhadas no chão, nos puxam para baixo;


Acima de nós, são dores de cabeça;


Sob a cama, poluem o sono.


Então... se dona Francisca falou e o feng shui concordou... nada de moleza!


"Oito horas, para trabalhar; Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar."


Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:


- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje ?
- O que vou sentir ao liberar isto?


...e vá fazendo pilhas separadas...


- Para doar!
- Para vender!
- Para jogar fora!


E depois de destralhar-se...


- Jogue sal grosso nos ralos,
- Ponha um prato com carvão no quarto (tira os cheiros e as energias ruins);
- Deixe um ramo de boldo em um copo d'água para purificar.


Para destralhar mais: livre-se de barulhos, das luzes fortes, das cores berrantes, dos odores químicos, dos revestimentos sintéticos....e também... libere mágoas, pare de fumar, elimine ou pelo menos diminua o uso da carne, termine projetos inacabados.


"Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará...Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá". Arremata o mestre Jesus, no evangelho de Tomé.


"Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente"; diz a sabedoria oriental.


O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente. Dona Francisca me conta que: "as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo" a gente deveria de ser assim, ela diz.


"Destralhar ajuda a adocicar"
Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar...

Texto: Carlos Solano-Arquiteto-Especialista em Feng-Shui