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segunda-feira, 14 de julho de 2014

PROCESSO CÁRMICO E DOENÇA



PROCESSO CÁRMICO E DOENÇA

"Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem enfraquece-me, porque sou parte da humanidade. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti." (John Donne, poeta inglês – 1572 a 1631)

PROCESSO CÁRMICO, REENCARNAÇÃO E DOENÇA

Nascido há cinco mil anos, o Hinduísmo, a mais antiga religião que se tem notícia, é um conjunto de doutrinas, tradições, mitos e práticas religiosas pertencentes a povos diferentes que se instalaram na Índia, no vale do rio Ganges, durante o segundo milênio antes de Cristo. Seus seguidores o chamam de “Religião Eterna”, porque dele não se conhece nenhum fundador. Suas tradições, transmitidas oralmente por centenas de anos, passaram a ser registradas a partir de 1500 a.C. nos quatro livros dos Vedas. O conceito geral hinduísta é que “espíritos” (seriam as partes imortais dos seres) originaram-se do Ser Supremo e, essencialmente, permanecem idênticos a Ele. Algumas vezes as almas podem se “esquecer” de suas origens, confundirem-se e se entorpecerem, falhando no que é considerado o “caminho”. Mas gradualmente, por meio de outras experiências, ao longo de sucessivas encarnações, as almas percebem para onde devem retornar e o que devem fazer. Um dos princípios da religião hinduísta é o “Princípio do Carma”, o qual significa ação e consequência – causa e efeito.

Inicialmente, para entender esse conceito, é necessário compreender o que é reencarnação: retornar muitas vezes a um corpo humano. Pode ser uma doutrina religiosa, uma convicção revelada ou uma experiência: memórias espontâneas ou regressões induzidas.

São definições alternativas: metamorfose, palingênese, transanimação, transcorporação, transmigração. Segundo Hans TenDam (psicólogo holandês) os termos mais comuns são:

Reencarnação: a palavra “reencarnação” vem do grego e significa “tornar-se carne outra vez”: o ser humano morre e reencarna no corpo de outro ser humano (Hinduísmo, Sufismo, Drusos);

Metempsicose: ser humano morre e pode renascer como homem, animal ou planta e vice versa (Jainismo – surgiu no século VI a. C., criado pelo príncipe indiano Nataputa Vardamana (cerca de 599 a 537 a.C.);

Transmigração: desenvolvimento de mineral para planta; de planta para animal; de animal para humano; de humano para formas superiores. (Segundo a Escola Pitagórica, século VI a. C., a habilidade de recordar vidas passadas era tida como uma dádiva do deus Hermes. Após uma longa série de encarnações vegetais e animais seria possível retornar como humano. Pitágoras, filósofo e matemático grego nascido por volta do ano 580 a.C., ensinava a reencarnação, seguindo, além de outros, os fenícios, os caldeus e os egípcios. Pitágoras dizia que a alma era imortal e, que depois da morte do corpo, ela ocuparia outro corpo, às vezes, de um animal. Foi a primeira vez que a Teoria da Reencarnação foi mencionada no Ocidente; Teosofia: em 1875, graças ao esforço conjunto da ucraniana Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891) e do americano Henry Steel Olcott (1832-1907), nasceu, em Nova York, a Sociedade Teosófica. Mais tarde sua sede foi transferida para Adyar na Índia. Segundo a Teosofia, reencarnação é um processo que se aplicaria a toda forma de vida e a todos os seus organismos. A rosa que morre, voltaria à sua subdivisão da alma grupo das rosáceas e depois reencarnaria sob a forma de outra rosa; um cão, tornaria à sua alma grupo canino depois de morto, e mais tarde reencarnaria numa outra ninhada, como outro cãozinho. Atualmente há autores, que afirmam que animais domésticos já possuiriam alma individual e que qualquer animal poderia reencarnar em corpos de diferentes espécies de animais).

Reencarnação, metempsicose e transmigração são conceitos que estão presentes em várias religiões.

Além do Hinduísmo, do Jainismo, e do Budismo (surgiu no século VI a. C., fundado por Siddharta Gautama, o Buda - 563-483 a.C.), do Espiritismo e da Teosofia, religiões que pregam a doutrina da pluralidade de existências, o século XX marcou o surgimento e a expansão de várias outras religiões com fundamentos reencarnacionistas.

Reencarnação e carma seriam conceitos puramente religiosos e/ou místicos? Por enquanto sim – ainda não há provas “científicas” que respaldem esses princípios. De uma forma geral, a ciência moderna estuda o homem sem fazer referências a uma alma imaterial, uma vez que, ainda não poderia ser observada nem medida, com os atuais recursos da ciência.

Entre as tentativas de dar uma base “científica” a essas crenças, estão os estudos do Dr. Ian Stevenson, médico psiquiatra canadense (1918-2007), catedrático de neurologia e psiquiatria na Universidade de Virgínia, EUA, que conduziu um estudo sobre a reencarnação nos Estados Unidos até a sua morte, em 2007. Stevenson fundou a “Divisão de Estudos da Personalidade” no “Departamento de Psiquiatria e Ciências Neuro Comportamentais” da “Universidade da Virgínia”. Esse laboratório, que mais tarde tornou-se conhecido como a “Divisão de Estudos Perceptivos”, é especializado em examinar crianças que se “lembram” de vidas passadas, aparições e comunicações pós morte, visões no leito de morte, etc. Ian Stevenson foi a maior autoridade mundial no estudo da reencarnação com o que mais se aproximou de um método científico. Não conseguiu provar peremptoriamente a reencarnação, mas as descobertas que fez, o imenso acervo de casos que sugerem reencarnação que acumulou, fizeram-no chegar perto das provas definitivas. Ele sempre respeitou as críticas de céticos ao seu trabalho, e usava as críticas para aperfeiçoá-lo.

No Mundo Ocidental são essas as duas fontes dominantes que fornecem dados em relação à reencarnação: a ciência e a religião.

Os cientistas da ciência newtoniana-cartesiana elaboraram um conjunto de teorias baseando-se em fenômenos observáveis, confirmados por testes. Assim, segundo a ciência, realidade é aquilo que pode ser observado como tal, podendo ser comprovada por meio de testes físicos. A força propulsora por trás dessa ciência é a busca do conhecimento – com o conhecimento virá a compreensão. O paradigma newtoniano-cartesiano de explicação da realidade tem dominado a ciência ocidental nos últimos trezentos anos. Suas principais características são: mecanicismo (concepção do Universo como uma máquina, sujeito a leis matemáticas); empirismo (o conhecimento deve acontecer apenas a partir de fatos concretos, passíveis de serem percebidos pelos sentidos e passíveis de medição); determinismo (uma vez conhecidas as leis que causam os fenômenos, é preciso determinar com precisão a sua evolução) e fragmentação (decomposição do objeto de estudo em suas partes componentes).

Religião e ensinamentos místicos: aqui, as idéias têm sido construídas sobre séculos de crenças humanas, sentimentos, pensamentos e dogmas sem necessidade de serem observados pelos sentidos ou comprovadas por testes. Na maioria dos casos, a validade dos ensinamentos do líder e os principios dos seguidores são aceitos como verdadeiros, porque os adeptos religiosos acreditam que esses ensinamentos foram obra da inspiração divina.

A força propulsora por trás da religião é a fé. Onde a ciência busca conhecimento a religião busca fidelidade aos dogmas.

No século XIX aconteceu uma divisão geral de territórios: o “material” coube à ciência e o “espitirual” à religião e aos filósofos. E a reencarnação? A reencarnação permanece numa terra de ninguém, mesmo essas idéias sendo encontradas em diversas culturas, e em todo o mundo: nas culturas primitivas, religiões orientais, culturas clássicas – reencarnação continua sendo matéria da fé.

Na primeira metade do século XX a Física começou a mudar. Ocorreu uma revolução com as Teorias de Einstein e da Física Quântica, que abalaram as estruturas do Mecanicismo, com modificações profundas e importantes para o conhecimento humano. Essa revolução ainda está em curso não somente na Física, mas também em outras ciências, como na Biologia.

É interessante observar que o conhecimento ocultista se adiantou à Física: há cento e vinte anos atrás, Helena Blavatsky afirmou: “um bloco de matéria ou de pedra está imóvel e é impenetrável em todos os sentidos. Não obstante, e de fato, as suas partículas estão animadas de um movimento vibratório incessante, eterno, tão rápido que, para o olho físico, o objeto parece em absoluto desprovido de movimento; e a distância daquelas partículas entre si, no seu movimento vibratório, é tão grande (vista de outro plano de existência e percepção) como a que separa flocos de neve ou gotas de chuva. Mas, para a ciência física, isto será um absurdo” Helena Blavatsky também escreveu: “Segundo os ensinamentos esotéricos, o espaço e o tempo são uma só coisa”. Quantos anos depois o conceito de espaço-tempo (e não, espaço e tempo) veio a fazer parte do estudo dos cientistas?

Assim, muitas vezes, os Conhecimentos Místicos, se anteciparam às constatações da ciência.

CARMA E DARMA

que as ações influem na qualidade da presente vida e nas futuras. Boas ações criariam um bom carma e más ações, um carma negativo. Há um conceito universal de moral, que consiste em não fazer ao próximo o que não se quer para si, mas não só isso: há o conceito de pró atividade – fazer ao próximo o que se quer para si. Carma colocaria em ação esses conceitos universais.

Os efeitos do carma poderiam se manifestar imediatamente, no final da vida ou após muitas vidas. Algumas religiões entendem o carma como a lei que rege a reencarnação. Outras acreditam que o carma é algo particular, que acompanharia a alma e precisaria ser removido através de atos de devoção.

Carma = débitos
Darma = créditos

O carma não seria um castigo, uma punição, mas sim aprendizado. Carma seriam os esquemas repetitivos, os padrões que fariam o indivíduo reviver os mesmos acontecimentos de uma vida para outra.

A Lei do Carma, no aspecto místico e religioso, é inseparável da Doutrina da Reencarnação, e uma não teria sentido sem a outra.

O carma deve ser entendido como uma “programação”, um código genético da alma, anterior ao nascimento. Compreendendo seu “carma” o indivíduo se libertaria de seu “sofrimento”.

Carma é, originalmente, ação. Posteriormente seriam as consequências da ação ao longo das vidas. As repercussões ou responsabilidades assumidas em vidas passadas poderiam consistir em efeitos somáticos (pode haver uma memória do corpo que o inconsciente transportaria de uma vida para outra) diretos e indiretos, em reações psicológicas negativas e incompletas, em dificuldades e débitos aceitos voluntariamente.

Darma = os trunfos. Talentos e forças transpostos de vidas passadas. É o oposto de carma.

Algumas vezes o darma seria transposto involuntariamente e, outras vezes, a alma encarnante escolheria transportá-lo em conformidade com o planejamento de vida e as encarnações nutridoras selecionadas para a vida vindoura.

Definição de carma por Morris Netherton (norte americano, Ph. D. em Psicologia, criador da TVP):
“Carma é um débito devido pela própria pessoa para ser “pago” pela própria pessoa num tempo que a pessoa decide, de uma maneira escolhida por ela mesma”.

O carma seria o princípio que liga certos efeitos às suas respectivas causas. As doenças poderiam ser efeitos destas causas.

SEGUNDO AS TRADIÇÕES ORIENTAIS, HÁ VÁRIOS TIPOS DE CARMA

Individual: quando diz respeito ao aprendizado pessoal. É o que cada um “sofre” individualmente, podendo esse aprendizado ser moral, físico, etc.. Por exemplo, no caso de uma doença. (mas nem todo acontecimento “ruim” é cármico, pois devido à inconsciência pode-se causar diretamente o próprio sofrimento. Ex: uma pessoa que come demais e tem uma indigestão).

Familiar: quando afeta toda a família. Quando toda a família vivencia em comum determinados fatos, sejam econômicos, morais, doenças, etc.. Por exemplo, no caso de um membro da família que é viciado em drogas. Isto leva repercussões a todos ao redor;
Regional: quando diz respeito a uma determinada região. Por exemplo, secas, tufões, terremotos, inundações ou outras adversidades climáticas que ocorrem em determinados lugares e regiões.

Nacional: é uma ampliação do carma regional. Países que são assolados por guerras, ditaduras, miséria, desastres naturais, fome, etc.. É o carma que foi criado pela população de um país. Os próprios governantes são resultado do carma da nação.

Mundial: quando diz respeito a toda humanidade. Guerras mundiais, escassez dos recursos naturais (como água potável), iminência de guerra nuclear, grandes desastres naturais, epidemias, etc.. As duas grandes guerras foram carma mundial.

Katância: é o carma mais rigoroso, que é aplicado aos Mestres que cometem erros. Katância é o carma superior para quem já havia se libertado de certas Leis Cármicas de Retribuição. É o carma dos iniciados, esoteristas, profetas verdadeiros ou alquimistas que se desviaram da realização da Grande Obra.

Kamaduro: termo sânscrito que indica um carma que não pode ser negociado. Envolve tudo que tenha saber espiritual - quem conhece o caminho espiritual e não o segue, torna-se devedor de kamaduro. É o carma relacionado a erros graves, assassinatos, torturas, etc. Esse tipo de carma não é negociável e quando é aplicado chega a seu final, que é sempre catastrófico. Leva-se a marca para sempre.

DOENÇAS

O que é doença? Numa definição muito simples, dada por alguns autores: é toda condição insalubre. Mas, mais que isso, doença seria uma desarmonia entre o espiritual, o mental e o físico.

Atualmente, considera-se que a interação de vários fatores pode influenciar a causa e o curso das doenças físicas: hereditariedade, estilo de vida, uso ou não de drogas, local onde a pessoa mora, ocupação, idade, personalidade e fatores emocionais. Logo, nem tudo que acontece com o indivíduo seria carma. Várias correntes budistas afirmam isso: Chögval Namkhai Norbu Rimpoche (1938) Mestre do Budismo Tibetano (ensinamentos Dzogchen) postula: “Há doenças devidas ao carma ou a condições prévias do indivíduo. Mas também há doenças geradas por energias que vêm de outros, de fora. E há doenças provocadas por causas provisionais, como alimentos ou outras combinações de circunstâncias. E há doenças devidas a acidentes. Assim, há todos os tipos de doenças ligadas ao ambiente”.

O carma seria um aprendizado, e poderia acontecer na forma de uma doença. Mas, nem todas as doenças seriam cármicas. As enfermidades cármicas seriam resultado de determinados atos e pensamentos ocorridos nas existências anteriores. As doenças cármicas desapareceriam quando o carma é quitado. A partir de sofrimentos aparentemente sem explicação poderia existir uma justiça macrocósmica, associando o efeito à causa.

A Lei da Ação e suas Conseqüências poderia ser corroborada pela Física Quântica? A Teoria Quântica é a teoria física que estuda sistemas físicos cujas dimensões são próximas ou abaixo da escala atômica, tais como moléculas, átomos, elétrons, prótons e outras partículas subatômicas, muito embora também possa descrever fenômenos macroscópicos – como os ensinamentos místicos sempre ensinaram: “o que está no alto é como o que está embaixo”.

Carma seria uma função integral complexa em que um conjunto de causas interage holograficamente para gerar um efeito. O carma seria a Lei da Interconexão Quântica, a “teia” que liga tudo a todos. Quanticamente estamos interconectados uns aos outros, aos animais, aos vegetais ao Planeta e por isso, qualquer mal ou bem que causemos será sentido por nós. O Modelo Holográfico sugere que todos os elementos estão intimamente ligados no Universo: mente e Universo são holográficos - em 1969, Karl Pribram (1877-1973, neurofisiologista da Universidade de Stanford), afirmou que o cérebro atua em interações, interpretando freqüências bioelétricas que o permeiam. Em 1971, David Bohm (1917-1994, físico americano), sugeriu que a organização do Universo é holográfica. Pribram e Bohm confirmaram a idéia de que o cérebro humano funciona holograficamente, coletando e interpretando informações provenientes de um Universo holográfico. De uma forma profunda, tudo no Universo está infinitamente interconectado. O Universo em si próprio é uma projeção holográfica, e nesse Universo holográfico até mesmo o tempo e o espaço deixam de ser considerados como fundamentais. O Universo no qual cada pessoa experimenta sua realidade é uma projeção de seus pensamentos, sentimentos, emoções, etc. O Universo de cada um é um estado de “ilusão” (“maya” hindu?) único, gerado em seu interior, embora se interconecte em ilusão com outros “Universos”.

Alguns físicos encontraram um paralelo entre a Física Quântica, a Milenar Sabedoria Oriental e os Ensinamentos Místicos: esses Conhecimentos consideram o carma e a reencarnação como leis naturais e matemáticas de evolução. Os próprios cientistas que chegaram a essas interpretações quânticas acabaram por se render à possibilidade da existência de uma causa maior, ou seja, a Divindade.

O carma, segundo Tradições Místicas, sendo uma lei natural de evolução, vai acontecer inexoravelmente, quer o indivíduo queira ou não – doença ou saúde perfeita poderiam ser carma. Quando um “mestre” fica doente, poderia estar “queimando” o carma de vidas passadas mais aceleradamente.

Chagdud Tulku Rimpoche (1930-2002), Mestre de Ensinamentos na Tradição Nyingma do Vairayana Tibetano, afirmou: “Se estou doente, me regozijo, porque minha não virtude está sendo purificada. Se estou bem, me regozijo, porque posso usar meu corpo, linguagem e mente para criar virtude”.

Uma pessoa que, conscientemente, queira “evoluir” (no sentido de tornar-se alguém “melhor”), poderia se “beneficiar”, emocional e espiritualmente, de uma doença crônica, de um braço quebrado ou de um revés econômico, aprendendo com os fatos, modificando-se profundamente. Então, por que não fazer um “vida após vida” nessa mesma vida, nessa mesma “encarnação”? Por que não considerar tudo que acontece como aprendizado, sendo ou não “carma”?

Os cientistas estão engajados na investigação matemática, física e filosófica de uma possível unidade elementar que fundamente o Universo diversificado. Seria útil considerar o aspecto unificador de uma entidade suprema consciente?

Será mesmo tão importante assim saber se a noção de “carma” está tomando a forma de investigação científica? Será que o conceito de “reencarnação” dependerá da explicação de que partículas subatômicas possuem o mesmo comportamento dos planetas, das galáxias? Até porque a Teoria Quântica, como qualquer outro ramo do conhecimento, tem seu próprio campo de atuação e pode ser limitada para explicar determinada categoria de fenômenos.

Talvez, para cada indivíduo, seja mais proveitoso considerar os aspectos unificadores de sua própria realidade consciente, unindo diferentes aspectos em uma visão integrada: passado, presente, erros, acertos, personalidade, saúde, doença, aprendizados. E o restante, placidamente, deixar que uma Entidade Universal Consciente, talvez a Superalma, alinhe e impulsione, permitindo que ocorram os princípios que unem o Universo a si mesmo.

Bibliografia: “A Doutrina Secreta”, de Helena Blavatsky – vol II (Obra em Seis Volumes – Editora Pensamento, 1973); “O Tao da Física”, de Fritjof Capra (Editora Cultrix, 1985); “Reencarnação e Imortalidade”, de Patrick Drouot (Editora Record, 1995); “O Universo Autoconsciente”, de Amit Goswami (Editora Rosa dos Ventos, 1998); “Vida Depois da Vida”, de Raymond Moody (Editora Nórdica, 1991); “Vida Passada: Uma Abordagem Psicoterápica”, de Morris Netherton (Summus Editorial, 1997); “Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, de Ian Stevenson (Editora Difusão Cultural, 1971); “Panorama sobre a Reencarnação”, de Hans Wolfgang TenDam (Obra em Dois Volumes – Summus Editorial, 1994); “Cura Profunda”, de Hans Wolfgang TenDam (Summus Editorial, 1997); “Muitas Vidas Muitos Mestres”, de Brian Weiss (Editora Sextante, 1998); Internet – Google.

Martha Follain

Formação em Direito, Neurolingüística (Master Practitioner), Hipnose, Regressão, Terapia Ortomolecular, Terapia Floral (sistemas Bach e Minas) Fitoterapia Brasileira, Reiki, Cristalterapia e Aromaterapia. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O CARMA OU A TRANSFORMAÇÃO - Arcanjo Uriel



Cada existência é introduzida com o propósito de cura e de transmutação das energias do medo em vibrações superiores. Essa é a finalidade da vida e de cada existência que é vivenciada na Terra. A experiência humana gera carma até que se possa aprender a conectar-se com a energia do amor incondicional, o que, então, permite que ocorra a ascensão para as novas vibrações energéticas. Os ciclos cármicos permitem experimentar o carma por meio de lições que tornam possíveis a cura e o perdão. Esse é o caminho da revogação, o que pode criar ciclos repetidos de aprendizagem até que vocês se conscientizem de que a saída desses ciclos é tornar-se a cura e a transformação que vão liberar o carma. 

Cada conexão humana contém um elemento cármico de que vocês podem estar cônscios por lembrar-se de que este é um aspecto central de cada interação. Estar cônscio da presença do carma, observar as trocas de energia, e saber quando o carma está sendo ativado, permite que vocês observem onde há oportunidades para tornar-se a cura que a sua alma exige. Vocês estão no caminho de revogar o carma, o que fazem por repeti-lo em cada interação, ou no caminho da transformação.


Solicitar a vibração mais elevada dessa experiência é uma forma de parar de ‘revogar’ o carma e tornar-se uma nova vibração. Ao reconhecer e utilizar todas as oportunidades de cura, são minimizados os ciclos cármicos da sua vida e os do mundo, e ficam disponíveis maiores oportunidades para a liberação e a cura.
Isso faz parte da sua missão de vida, interromper os ciclos de revogação, que são cármicos, e descobrir que a vida pode ser uma experiência alegre, sem esforço, criada a partir de suas vibrações mais elevadas. 

Cada um de vocês é um curador das feridas da sua alma, dos grupos de almas, das almas gêmeas e do mundo. Mas não se sintam sobrecarregados pelas tarefas, porque toda cura começa com vocês e cada um tem a capacidade de seguir o caminho da revogação ou o caminho da transformação.
Vocês sabem qual caminho escolher, o que está alinhado com o desejo de cura e transformação da sua alma e que corresponde ao próprio desejo de ascensão e vida nas dimensões superiores do ser. Escolham o caminho com que ressoarem, que responda ao chamado do seu coração para a cura e a transformação e vocês, a cada passo em sua jornada, vão tornar-se o Céu na Terra.
Tradução de Ivete Brito –  adavai@me.com/  - www.adavai.wordpress.com  Site original: www.urielheals.com  
Direitos reservados © 2004/2010 para Jennifer Hoffman. Todos os direitos são reservados. Todo o material desta página está protegido pela lei dos direitos internacionais dos Estados Unidos da América e não podem ser parcialmente o integralmente reproduzidos sem a permissão escrita e expressa da autora. Todas as reproduções autorizadas, parciais ou em cópias, por inteiro ou em parte, devem fazer referência ao nome da autora e ao website de Curas Uriel Fonte: http://www.luzdegaia.net/uriel/jennifer/carma_transformacao.html
contribuição de Cris Kauer

sábado, 27 de agosto de 2011

O CARMA - Eckarte Tolle


Pergunta: Fala da Presença e do Ser como as chaves para desfrutar da forma e criar circunstâncias positivas ou circunstâncias mais atenuadas. Como se encaixa o carma em tudo isso?

E.T.: Todos nasceram num determinado ambiente externo. Do mesmo modo, todos nasceram com determinadas predisposições – podem ser parcialmente genéticas, podem ser outras coisas.

Por outras palavras, uma pessoa nasce com certos padrões. Não precisamos de examinar de onde é que eles vêm, mas o fato é que um ser humano nasce num determinado ambiente.

Pode ser violento ou pode ser relativamente pacífico. Uma pessoa nasce com padrões internos que herda. Até mesmo o corpo de dor é, em parte, herdado.
Existe todo um conjunto de condicionantes que acontecem quando entram num ambiente.

O ambiente condiciona mais e não existe escolha envolvida – são apenas influências.

Vocês encontram-se neste mundo com certos padrões inconscientes que se tornaram a condicionante de quem é a pessoa. O carma, tal como eu o vejo, é a condicionante inconsciente que gere a vossa vida. O carma é, em parte, coletivo e, em parte, pessoal.

Podem compreender o carma não como um tópico abstrato exterior a vocês,
podem apenas compreendê-lo observando-se a vocês mesmos e então saberão muitas outras coisas. Se querem compreender o carma, precisam de olhar para vocês mesmos.

Eu comecei a entender o carma quando alguma coisa que não fazia de todo parte do carma surgiu. Eis a chave – o surgimento da consciência, ou Presença, ou despertar espiritual, não é parte do carma. É outra dimensão que invade o reino cármico.

Vocês não se tornam despertos por acumularem, como se diz por vezes no Oriente,
“bom carma”. Isso está bem a este nível, podem tornar as paredes ou os móveis
da vossa prisão um pouco mais confortáveis, mas há algo completamente para lá do carma que entra na vossa vida num ponto qualquer.

O re-nascimento é, naturalmente, parte do carma. O significado mais profundo de re-nascer é a identificação com a forma. Não precisamos sequer de acreditar na transmigração, ou no que quer que seja, podem olhar para o re-nascimento na vossa própria vida. De cada vez que se identificam com um pensamento que surge, que é a forma, nascem para esse pensamento.

A vossa identidade, o vosso sentido do eu está nele. Isso é carma. O vosso carma é a identificação inconsciente com esses padrões que herdaram – o condicionado. É a identificação completa da consciência com os padrões condicionados. A consciência está a sonhar, podia-se dizer. É por isso que usamos a palavra “despertar” em muitas tradições espirituais. A consciência está a despertar, a consciência está como que num estado de sonho quando estão identificados
com os padrões inconscientes. Muitas vezes por dia, vocês re-nascem numa reação emocional ou mental nos pensamentos que surgem.

O carma cria, no exterior, a confirmação de que está correto. Assim, se pensam que o mundo está cheio de pessoas más, irão encontrar muitas pessoas más – por outras palavras, pessoas inconscientes. Mesmo as pessoas que estão a meio caminho entre serem conscientes e inconscientes, as suas crenças vão puxá-las para a inconsciência. O carma é a ausência completa da Presença consciente. É automático. Realiza-se a si próprio.

O tempo não os liberta do carma. Este é um mal entendido que, se vocês simplesmente gastarem tempo suficiente, podem ficar simplesmente livres do carma. O carma renova-se a si mesmo e repete-se a si mesmo. A única coisa que pode libertá-los do carma é o surgimento da Presença. A um ponto qualquer na roda do carma, a Presença pode entrar. Isso pode acontecer numa prisão, condenados à morte. Pode acontecer a alguém que nunca ouviu falar de nada espiritual. Pode acontecer a alguém que tem vindo a meditar durante 30 anos.

A Presença liberta-os do carma. Não de todo de uma vez. O carma tem um enorme ímpeto. Os padrões de pensamento, os padrões emocionais, os padrões reativos. À medida que a Presença surge, gradualmente o carma diminui e irão experimentar um desaparecimento desses padrões. Não que isso importe assim tanto já porque, uma vez que estão presentes, esses padrões podem ainda aparecer mas já não é problemático. Eles já não provocam o sofrimento que teriam causado antes porque são vistos à luz da consciência. À luz da consciência, os padrões já não dominam a vossa vida.

O corpo de dor faz parte do carma, que pode ser forte em alguns e nem tanto em outros. À medida que a Presença surge, vocês são libertados do carma. Então, vocês têm um outro elemento completamente diferente entrando na vossa vida. Por exemplo, para uma pessoa ficar livre do carma coletivo precisa que uma quantidade considerável de Presença entre. Ela então irá removê-lo internamente ou pode encontrá-lo em qualquer outro lugar.

Para uma pessoa que nasceu num grande carma coletivo, é necessária uma considerável Presença para não se ser atraído para ele. Quando Hitler entrou no poder, muitas pessoas não foram capazes de se retirar. Algumas foram, e partiram. Elas puderam ver o que estava a acontecer e foram suficientemente fortes para não se identificarem com o coletivo. Para se retirarem do carma coletivo é preciso uma considerável Presença – e algumas pessoas tinham-na. É o vosso destino, então, ultrapassarem o carma sendo os receptáculos para a Presença.

Todos os que estão a despertar irão achar, mais cedo ou mais tarde, que se tornam uma espécie de professores para os outros. O que um professor espiritual faz é realçar a possibilidade de despertar da identificação com os padrões inconscientes. Os professores espirituais ensinam-vos a irem para além do carma. Essa é a vossa função e irá tornar-se cada vez mais, quer vocês se tornem um professor formal ou um professor informal.

Despertar espiritual e deixar o carma são a mesma coisa. Muitas pessoas serão atraídas para vocês. Todos os que estão a passar por um processo de despertar são já professores. Ensinar significa acharem-se a escutar a partir da vastidão do espaço, quando alguém fala ou põe uma questão ou vos conta sobre os seus problemas.

Podem descobrir que a resposta surge dessa Quietude na qual vocês escutam.
Vocês não sentem “Agora vou ensinar esta pessoa”. Descobrirão que ensinar
é espontâneo. Ajudarão pessoas a saírem da identificação com a inconsciência,
o que significa ultrapassar o carma. Isto aplica-se a todos os que estão a despertar.
Enquanto ensinam, a Consciência torna-se alinhada com a vossa mente. A vossa
mente é capaz de se sintonizar com a Consciência mais profunda e pode ser
usada como um instrumento. Então, as palavras saem da vossa boca. Em última instância, existe apenas um único professor, a Consciência desperta é o professor.

Ela pode ensinar apenas aqueles em que existe um grau de prontidão. O ensinamento precisa de ser recebido. Se existir apenas uma densidade da mente, o ensinamento não acontecerá. Ficarão admirados quando as pessoas forem atraídas para vocês - pessoas que estão prontas – e achar-se-ão a dizer algo que nem sequer sabiam. É somente quando a questão é colocada que a Consciência responde.

À medida que ensinam, vocês aprendem. As perceções surgem. Ensinar e
aprender é o mesmo processo. Enquanto ensinam, tem lugar um aprofundamento.
Vocês estão aqui para ajudar as pessoas a ultrapassarem o carma.

A coisa importante a saber é que o tempo não vos liberta do carma. A mente
egóica diz “Eu preciso de mais tempo para me tornar livre”. As pessoas só podem precisar de mais tempo para perceberem que não precisam de tempo”.

Podem ser necessários outros vinte anos de sofrimento para perceberem que não precisam de tempo. Podem precisar de sofrer um pouco mais antes de perceberem o poder do intemporal. O intemporal é, claro, o fim do carma. 

© Direitos de Autor 2008 – 2011. Eckart Tolle. Todos os direitos reservados.
Tradução: Ana Belo anatbelo@hotmail.com

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

ORAI E VIGIAI...


Lembre-se:



O equilíbrio para seus assuntos cármicos dependerá,


- do tempo, para se viver a nova experiência (maturidade),
e
- do proveito tirado dessas experiências/aprendizado (consciência)


Podendo, assim, alcançar a harmonização entre,


- o lado dívida/repetição (seus carmas de comissão, seus excessos anteriores), e


- o lado escolhas pessoais/livre arbítrio (seus carmas de omissão, suas ausências e abstinências anteriores)