Mostrando postagens com marcador santos reis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador santos reis. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

DIA DE SANTOS REIS - SALVE A ASTROLOGIA !

Os Três Reis Magos – Os Astrólogos do Oriente



Os Três Reis Magos são personagens bíblicos que visitaram Jesus quando do seu nascimento, logo após terem avistado no céu a Estrela de Belém. Essa imagem nos é bastante conhecida e familiar. Ocorre que existem informações astrológicas contidas nesse evento que raramente são mencionadas.
O registro mais conhecido sobre os Reis Magos encontra-se na Bíblia, no Evangelho de Mateus 2:1, que os descreve como “homens que estudavam as estrelas”. O texto não menciona seu número, mas foram associados a três por causa dos diferentes tipos de presentes que levaram: ouro, incenso ou olíbano e mirra. Tal concepção surgiu no séc. VII d.C. Já a tradição oriental falava que eram doze.
Quem melhor os descreveu foi S.Beda, o Venerável (673-735 d.C.) em seu tratado “Excerpta et Colletanea”, que disse: “Melquior era um velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas e vinha de Ur, terra dos Caldeus; Baltazar era mouro, tinha quarenta anos e barba cerrada, vinha do Golfo Pérsico; e Gaspar, o mais novo, tinha vinte anos, era robusto e saíra de uma região montanhosa perto do Mar Cáspio”. Com relação aos seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior “O Rei é minha luz” e Baltazar “Deus manifesta o Rei”. O termo Reis também foi acrescentado mais tarde. Eles foram nomeados Reis porque antigas profecias diziam que reis prestariam homenagens ao Messias.
O fato relevante é que a palavra mago deriva do latim magus e do grego mágos e significa sábio e sacerdote da Pérsia. Os Mágoi, ou Magos, faziam parte de uma casta sacerdotal detentora de todas as ciências, inclusive as ocultas. Dedicavam-se ao estudo da Astrologia e Astronomia. Tratavam-se de sacerdotes da religião zoroástrica e teriam ligação com Balaão, contemporâneo de Moisés (Números 24:17).
Já a Estrela de Belém foi um evento astronômico com grande significado astrológico que apenas sábios, estudiosos e Astrólogos conheciam e a que essa ocorrência se referia. Mateus chamou-a a Estrela da Palestina.
A Astrologia nesse período tinha um papel muito importante no oriente médio, por isso seria natural associar um evento celeste ao nascimento de Jesus, assim como se associou um eclipse à morte de Herodes e um cometa ao assassinato de Júlio César em 44 a.C. Estrelas em movimento ou cadentes pressagiavam a morte de grandes homens ou nascimento de deuses, como Agni, Buda e Cristo.
Foi Johannes Kepler, Astrólogo, astrônomo e matemático que, em 17 de dezembro de 1603, na cidade de Praga, fez as primeiras associações astronômicas à Estrela de Belém. Ele estava observando em seu simples telescópio a conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes. Essa conjunção fazia com que os dois planetas somassem seus brilhos e se parecessem com uma nova estrela, muito brilhante. Sendo um homem estudioso e postulante a pastor, Kepler lembrou-se do que havia lido num texto do Rab. Abravanel (1437-1508). Os Astrólogos judeus diziam que quando Saturno fizesse conjunção com Júpiter em Peixes o Messias viria. Isto porque sabiam, e os Magos também, que a constelação de Peixes era conhecida como Casa de Israel, era o signo do Messias e sinal do fim dos tempos. Júpiter era a estrela real da casa de Davi e do príncipe do mundo e Saturno, a estrela protetora de Israel, da Palestina no oriente. Assim, eles compreenderam, por meio dos significados astrológicos dos planetas e da constelação envolvidos, que o Senhor do final dos tempos havia nascido.
Essa conjunção durou cinco meses durante o ano 7 a.C. – provável ano efetivo de nascimento de Jesus – de 29 de maio a 08 de junho, de 26 de setembro a 6 de outubro e de 05 a 15 de dezembro e pôde ser vista com grande nitidez e claridade na região do Mediterrâneo. Kepler julgou ter encontrado a Estrela de Belém, mas não levou o assunto adiante.
Foi apenas em 1925 que esse tema voltou a ser estudado. O estudioso alemão Paul Schnabel encontrou registros dessa conjunção em tabuinhas de argila datadas da antiga Babilônia e do período neo-babilônico. Essas pequenas tábuas estão em escrita cuneiforme e são registros astrológicos da antiga Escola de Astrologia de Sippar (Zimbir em sumério, Sippar em assírio-babilônio), atual sítio arqueológico de duas antigas cidades da baixa Mesopotâmia e separadas por apenas sete quilômetros na Babilônia, atual Iraque. Escavações realizadas no final do séc. XIX encontraram ainda os restos de um templo e um zigurate dedicado a Shamash – deus solar, Ebabbar – e o antigo escriba da Escola de Astrologia. Atualmente, essa tabuinhas encontram-se no Museu de Berlim, Alemanha.
Enfim, os Magos, Astrólogos que eram, conheciam bastante bem o significado astrológico desse evento celeste conhecido como Estrela de Belém. Foi por isso que levaram como presentes o ouro, que representa a realeza; o incenso ou olíbano, que representa a fé, a oração que chega a Deus como a fumaça sobe aos céus (Salmos 141:2) e a mirra, resina antisséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, remetendo à morte de Jesus.
Na Catedral de Colônia, Alemanha, existem três caixões revestidos de ouro no altar-mór, transladados da Itália no séc. XII. Desde 1164 os restos mortais ali contidos são atribuídos a Gaspar, Melquior e Baltazar.
Em várias partes do mundo os Magos são festejados e celebrados, inclusive aqui no Brasil. Sua festa é conhecida como a Festa de Santos Reis, importante manifestação cultural brasileira e celebrada todo dia 6 de Janeiro. E não por acaso, esse também é o dia em que comemoramos o Dia do Astrólogo!!
Viva 6 de Janeiro! Viva os Reis Magos!
Patricia Valente


sábado, 7 de janeiro de 2012

OS TRÊS REIS MAGOS - "SANTOS REIS"




OS TRÊS REIS MAGOS
(Is. 60,1-6; Ef. 2-6; Mt. 2,1.12)

Vocês conhecem a história dos 3 Reis Magos? Eles eram muito estudiosos
e gostavam de conhecer todos os segredos da natureza.
No tempo em que Jesus nasceu, os Reis eram considerados sábios.
Vocês sabem o nome deles? Baltazar, Melquior e Gaspar.

BALTAZAR era um Rei que morava num castelo muito alto. Nesse castelo
havia uma torre e um igreja em ruínas. O último padre já havia morrido
e ninguém veio substituí-lo para ensinar as crianças.
Os pais também não levavam mais as crianças para a Igreja, não falavam
de Deus aos seus filhos e nem as ensinavam a viver os verdadeiros
valores.
A igreja ficou abandonada e o povo, sem fé.
O rei Baltazar andava muito triste, porque no seu país o povo só
pensava nas coisas materiais, perdera a fé e se esquecera de Deus.
Um dia, o rei sonhou que uma mensagem lhe chegaria das alturas. Por
isso, todas as noites mais claras, Baltazar subia à torre para olhar
os astros. Olhava, olhava, e tentava descobrir uma estrela brilhante
que lhe traria uma mensagem.
Numa dessas noites, Baltazar foi visitar a igreja em ruínas. Ao chegar
à igreja, como estava muito cansado, deitou-se e adormeceu. E teve um
sonho: viu uma linda criança surgindo no meio da escuridão, envolta em
ouro e parecia um sol. E a criança falou a Baltazar: “quando você me
ver na estrela, a hora da alegria estará próxima. Segue essa estrela
que ela lhe trará a fé”. E a criança desapareceu.
A partir dessa visão, cada vez mais o rei procurava uma nova estrela
no céu. Até que, um dia ele viu uma estrela que brilhava mais do que
todas as outras, e nela havia uma criança deitada no berço, com os
bracinhos abertos. A criança dizia: “Aproxima-se a hora, Baltazar!” A
estrela se movimentava no céu como que apontando um caminho.
Baltazar voltou para o palácio e começou a arrumar suas coisas para a
viagem. E ele ia pensando, que presente deveria levar ao menino da
estrela. Lembrou-se do cheiro de incenso que queimava na igreja e
preparou um lindo vaso com incenso para levar ao menino, filho do Rei,
que ia nascer. E lá se foi Baltazar com seu camelo, seguindo a
estrela.


Em um outro país, havia um outro rei chamado MELQUIOR. Ele andava
muito triste porque no seu país havia muita guerra, violência e
destruição. Os ladrões roubavam as casas e as pessoas andavam com
muito medo. Os vizinhos brigavam entre si e não havia paz. Então, o
rei Melquior fez uma reunião com todos os seus ministros para buscar
uma solução para o seu país. Os ministros só encontravam soluções
violentas: mais policiais nas ruas, armas mais pesadas, forca, pena de
morte, leis mais rígidas, etc. Ninguém se entendia; e acabaram
brigando entre si.
Nessa discussão, um dos ministros bateu na taça de ouro que estava na
mesa e derramou todo o vinho na toalha. O Rei Melquior ficou muito
aborrecido e permaneceu em silêncio olhando para a taça virada. No
fundo da taça, estava uma estrela brilhante e uma criança deitada num
berço com os bracinhos abertos. E a criança dizia: “quando você me ver
na estrela, a hora da alegria estará próxima. Segue essa estrela que
ela lhe trará a paz”. A partir daquele dia, o rei começou a procurar
todos os dias, no céu, essa estrela brilhante. Até que um dia, lá no
alto
ele viu aquela mesma estrela brilhante que aparecera na taça; e no
meio estava uma criança deitada com os bracinhos abertos. Melquior
ficou emocionado porque sabia que o tempo do nascimento estava
próximo. Então, ele pediu para preparar a caravana para começar a
viagem ao encontro do menino da estrela.
Arrumou o melhor presente que tinha: aquela mesma taça de ouro que
estava na mesa da reunião. Saindo do palácio, iniciou a viagem
seguindo a estrela que brilhava no céu.

O último rei mago chamava-se GASPAR e vivia na África. No seu reino o
sol era muito forte e queimava as plantações e a terra. Quase não
chovia. O povo vivia às margens dos rios onde se podia plantar
verduras, frutas e outros alimentos. O rei Gaspar ia sempre ao rio
junto com o povo para rezar e pedir chuva.
Mas, as águas do rio baixavam cada vez mais e a chuva não vinha. A
seca foi aumentando e o povo vivia triste, com fome e com sede.
Somente sobrou uma fonte que ficava no castelo, onde ainda havia muita
água. Por isso, todo o povo se dirigia para o castelo a fim de pegar
água. Mas, era tanta gente que a água começou a acabar. Muitos morriam
de sede pelo caminho.
O rei ficou muito triste no dia em que acabou completamente a água do
poço. Naquela noite, o rei Gaspar teve um sonho.
Sonhou que estava olhando o fundo do poço quando perdeu o equilíbrio.
Para não cair dentro do poço ele teve que se agarrar a uma árvorezinha
chamada Mirra. Era a única árvore que sobrara em todo aquele deserto
seco e árido. A Mirra é uma pequena árvore que dá uns grãozinhos
dentro da casca, que servem para aliviar o sofrimento das pessoas.
Assustado, o rei Gaspar percebeu que o fundo do poço estava todo
iluminado. Ele também viu uma estrela brilhante com uma criança
deitada num berço. E o menino dizia: “Quando você me ver na estrela, a
hora da alegria estará próxima”. No mesmo instante começou a brotar
muita água no poço, enquanto a estrela subia para o céu mostrando um
caminho. E a criança desapareceu.
Gaspar acordou muito feliz com o sonho e convocou todo o povo para
descer ao rio e rezar. Muita gente já havia morrido. De repente, atrás
das nuvens, apareceram nuvens negras, com raios e trovões, desabando
um grande temporal sobre o país.
Gaspar ficou emocionado e percebeu que a água do rio estava brilhando.
E olhando para o céu, viu a mesma estrela do sonho, com a criança no
berço, apontando um caminho. Agradecido, Gaspar resolveu ir atrás do
menino da estrela. Mandou preparar a caravana e um presente especial
para o menino: ele levou a mirra, que era um bálsamo feito com grãos
daquela única árvore que sobreviveu a toda a seca do país, e estava
junto ao poço do castelo.


Os três reis magos viram a mesma estrela com o menino, mas, um não
sabia o que havia acontecido com o outro. Eles não se conheciam, mas,
viajaram seguindo a mesma estrela, cada um por um caminho diferente,
com muita certeza e esperança. Eles foram se encontrar somente perto
de Jerusalém, quando pararam para descansar. Foi aí que os três rei
magos se encontraram; eles se apresentaram um ao outro e descobriram
que estavam seguindo a mesma estrela e procurando o mesmo menino. Eles
ficaram muito contentes e felizes. Mas, quando olharam para o céu
perceberam que a estrela havia desaparecido. Então eles ficaram muito
tristes. Como seguir viagem se a estrela desapareceu?

Foi então que eles resolveram ir até o palácio de Herodes a fim de
buscar informações a respeito do menino. Quando Herodes ouviu os magos
falarem que o menino era rei, ficou muito preocupado. Chamou os sábios
para saber o lugar certo onde o menino deveria nascer. E em seguida,
Herodes avisou os magos para que ao voltarem da viagem dissessem a ele
onde o menino estava.
Quando saíram do Palácio de Herodes, os reis magos enxergaram
novamente a estrela e ficaram muito contentes. Seguindo a estrela
chegaram até Belém onde encontraram aquele menino numa gruta, deitado
num bercinho ao lado de seus pais. Os Reis Magos adoraram o Menino
Jesus e entregaram os seus presentes:

Baltazar entregou o Incenso que trouxe da igreja e significava a
abertura dos caminhos para a oração. Melquior entregou a Taça de Ouro
que continha o vinho e significava que Jesus era o melhor presente, a
jóia mais preciosa, que o Pai do Céu havia mandado. E Gaspar entregou
a Mirra, o bálsamo usado para aliviar o sofrimento do povo e lembrava
a paixão e morte de Jesus.


E o evangelho nos diz que os Reis Magos voltaram por outro caminho,
cada um para o seu país, porque o anjo os avisara para não passarem
pelo palácio de Herodes, em Jerusalém, porque ele pretendia matar o
menino.

A Vida dos Reis Magos nos revela que a história é cíclica. Ao se
aproximar o Terceiro Milênio percebemos que nós estamos vivendo hoje a
mesma situação limite do tempo dos Reis Magos.
O País de Baltazar vivia na carência de Deus, num clima de
materialismo profundo e ausência de fé. O templo destruído, a falta de
sacerdotes, a irresponsabilidade dos pais que não educavam para Deus e
para os verdadeiros valores.
O País de Melquior vivia numa situação de violência e guerra entre
irmãos, numa total ausência de fraternidade. Todas as soluções para
acabar com a violência era usar de mais violência.
O País de Gaspar vivia numa carência de água que simboliza hoje todas
as dificuldades materiais que o povo está vivendo por causa do sistema
econômico.

Vivemos hoje essa situação limite: a estrela não está mais no céu e o
menino não está em Belém. A estrela está dentro de cada um de nós:
temos que fazer uma viagem ao interior de nós mesmos para aprofundar a
consciência sobre a realidade e a nossa participação na mudança dessa
realidade, através da implantação e da vivência dos verdadeiros
valores. Jesus também está dentro de nós com toda a força do Espírito
Santo e seus dons para ajudar os homens e mulheres de boa vontade a
levarem avante essa missão e essa responsabilidade.

contribuição de Florisa Vieira